Ian Stevenson,1998 (Universidade de Virgínia)
(Traduzido por Vitor Moura)
Desde 1960, um de nós (IS) e seus colaboradores sistematicamente colecionaram e investigaram centenas de experiências de crianças que alegam lembrar acontecimentos de uma vida prévia como outra pessoa (Stevenson, 1974, 1975, 1997). Parece que estas experiências, chamadas “casos do tipo de reencarnação” (freqüentemente encurtada para “CORT”), mostra um número de características recorrentes (Cook et al., 1983) e que estes características permanece bastante estáveis com o tempo (Pasricha e Stevenson, 1987). Portanto, a ocorrência de CORT pode ser considerada como um fenômeno distinto e estabelecido?CORTs são mais prontamente achados em culturas em que a crença em reencarnação é aceita por muitos. (Exemplos também ocorrem, menos freqüentemente, em outras partes do mundo.) Embora as pessoas envolvidas em CORTs normalmente considere a experiência como um caso de reencarnação, é plausível pensar que a natureza e os relatórios destes casos sejam influenciados, ou talvez...
...inteiramente pode ser explicados, por processos culturais psicológicos. Os exemplos de hipóteses baseadas em tais processos são a hipótese “socio-psicológica” (Brody, 1979; Chart, 1962, 1987; Stevenson e Samararatne 1988) e a “construção de uma personalidade alternada”, hipótese de Mills (1989).Stevenson e Samararatne (1988, p. 237) expressaram a explicação baseada na hipótese “socio-psicológica” como se segue: Numa cultura tendo uma crença em reencarnação uma criança que parece falar sobre uma vida prévia será encorajada a dizer mais. O que ela diz então leva seus pais de alegum modo a achar outra família cujos membros vêm acreditar que a criança falou sobre um membro morto da sua família. As duas famílias trocam informação sobre detalhes, e elas acabam por fornecer o indivíduo com ter muito mais conhecimento sobre a pessoa morta identificada do que ele realmente tinha.Porque esta explicação cai dentro de processos socio-psicológicos estabelecidos, oferece uma das melhores explicações para CORTs em termos de processos não paranormais conhecidos. O estudo presente foi voltado para achar evidência para a validez desta explicação.A hipótese socio-psicológica de casos do tipo reencarnação sugere que os pais de uma criança podem elaborar, por interrogar, guiar, e posterior modificação, as declarações de sua criança feita sobre uma pessoa morta. Quando ninguém fez um registro escrito das declarações da criança antes delas serem verificadas, os pais podem assim acreditar que ela fez mais declarações, e mais corretas, do que de fato fez. O que se esperaria disso seriam menos declarações e menos corretas nos casos com registros escritos feito antes de verificação (casos B) do que nesses com registros escritos feito depois (casos A). Para testar esta hipótese, nós comparamos um grupo de casos B e um grupo de casos A da Índia e do Sri Lanka.Casos B são relativamente raros e principalmente da Índia e Sri Lanka.Exemplos de casos B podem ser achados em Stevenson (1975), Stevenson e Samararatne (1988), Haraldsson (1991), e Mills et al. (1994). Este tipo de caso é raro porque, se a criança dá bastantes detalhes específicos sobre a alegada vida prévia e se as distâncias envolvidas não são grandes, os pais normalmente tentarão verificar-se por si mesmos suas declarações. Eles raramente fazem um registro escrito do que a criança disse antes deles fazerem isto. Os investigadores assim tomam conhecimento da maioria destes casos só depois que as famílias em questão encontraram e misturaram suas memórias do que a criança disse e o que estava correto para a presumida pessoa morta cuja vida a criança pareceu se referir.MétodosPredições: A hipótese socio-psicológica supõe que depois que as famílias se encontram as interações terão três efeitos. Primeiro, podem estar dando às declarações erradas uma nova interpretação para fazê-las se encaixar com nova informação obtida sobre a suposta personalidade prévia. Segundo, as declarações pela criança inicialmente não atribuídas como sendo relacionadas à personalidade prévia poderiam ser interpretadas para se encaixar detalhes aprendidos sobre essa pessoa e subseqüentemente serem adicionadas à série de declarações, em que a criança é suposta ter feito sobre sua vida prévia. Terceiro, depois que as famílias se encontram, os informantes podem atribuir às declarações da criança que ela fez só depois que conhecem a informação normalmente. Portanto, baseado na hipótese socio-psicológica, se esperaria uma porcentagem mais baixa de declarações corretas em casos em que as declarações foram registradas antes das famílias terem se encontrado (o “antes” [“before”, em inglês], ou B casos) que em casos em que declarações foram registradas depois que as famílias tinham encontrado (o “depois” [“after”, em inglês] ou casos A). Além do mais, se esperaria o número total de declarações — corretas, incorretas, e não verificadas — fossem, em média, mais altas para os casos A do que para os casos B.Seleção de Casos: Todos os casos completamente investigados da Índia e do Sri Lanka, para os quais o número de declarações corretas e incorretas foram contadas e registradas, foram escolhidas. Isto deu 9 casos B e 57 casos A da Índia e 12 casos B e 25 casos A do Sri Lanka, para um total de 21casos B e 82 casos A.Estatística: Os dois grupos foram comparados usando testes t de Student.Embora as culturas da Índia (principalmente Hindu) e Sri Lanka (principalmente budista) tenham diferenças importantes, nós acreditamos que elas sejam suficientemente semelhantes para garantir nossa composição, inicialmente, de uma análise dos casos dos dois países. A porcentagem média de declarações corretas é 76,7% para os casos B e 78,4% para os casos A. Não obstante, porque cultura talvez tenha um efeito na porcentagem de declarações corretas, a análise foi repetida para os dois países separadamente. Para Índia, a porcentagem de declarações corretas é 80,7% (N = 9; SD = 12,9, mediana = 80) para o B casos e 80,3% (N = 57, SD = 16,8, mediana = 83,5) para os casos A. Para o Sri Lanka , estes valores são 73,8% (N = 12, SD = 17,8. mediana = 77) e 74,2% (N = 25, SD = 24,8, mediana = 84,5). respectivamente.O número médio de todas declarações revelou-se ser 18,5 para os casos A (SD = 12,0, mediana = 15) e 25,5 para os casos B (SD = 9,9, mediana = 24,5), uma diferença significativa (t = 2,44, df = 101, p Consideramos a possibilidade que se as famílias envolvidas nos casos A tiveram algum conhecimento uma da outra, contudo leve, antes do caso ser desenvolvido, a criança, ou pais, poderiam ter usado qualquer conhecimento normal que eles têm para aumentar o número de declarações corretas atribuídas à criança. Nós portanto fizemos uma análise separada para examinar tal contaminação. Para 79 dos 82 casos A, nós tivemos informação sobre conhecimento prévio (ou sua ausência) da parte da família do indivíduo sobre a família da pessoa morta em questão. Achamos que quando a família do indivíduo teve tal conhecimento prévio (N = 35), o número médio das declarações do indivíduo era 21,0 (SD = 14,9, mediana = 16); a porcentagem média de declarações corretas para este subgrupo era 76,1 (SD = 19,5, mediana = 83). Quando a família do indivíduo não teve nenhum conhecimento prévio da outra família (N = 24), o número médio das declarações do indivíduo era 16,6 (SD = 8,7, mediana = 14); a porcentagem de declarações corretas para este grupo era 78,9 (SD = 20,4, mediana = 85). Estas diferenças não eram significativas. Embora o subgrupo com algum conhecimento prévio da outra família teve um número total levemente mais alto de declarações, a porcentagem de declarações corretas neste subgrupo era mais baixa que no grupo em que a família do indivíduo não teve nenhum conhecimento prévio da outra família.DiscussãoContrário à expectativa, casos A e B da Índia e Sri Lanka todos forneceram porcentagens aproximadamente iguais de declarações corretas e o número total médio de declarações era mais baixos para os casos A. Estes resultados sugerem que o processo socio-psicológico de “criar” mais declarações, e mais corretas, depois que as famílias se encontram não acontecem nem influenciam os dados a um grau mensurável. A existência do mesmo fato para os casos B casos indicam que um encontro entre as famílias não é uma condição necessária para a ocorrência de CORT. Porque os dados parecem não confirmar as predições essenciais derivadas da hipótese socio-psicológica, esta hipótese parece incapaz de explicar CORT.ConclusãoNenhuma evidência foi obtida para apoiar a hipótese que as circunstâncias socio-psicológicas promovem uma elaboração falsa de memórias aparentes de vidas prévias.ReferênciasBrody EB (1979) Review of cases of the reincarnation type. Vol II. Ten cases in Sri Lanka by I. Stevenson. J Nerv Ment Dis 167:769-774.Chan CTK (1962) Paramnesia and reincarnation. Proc Soc Psychical Res 53:264-286.Chart CTK (1987) Correspondence. J Soc Psychical Res 54:226-228.Cook EW, Pasricha S, Samararatne G, Win Maung, Stevenson I (1983) A review and analysis of “unsolved” cases of the reincarnation type: II. Comparison of features of solved and unsolved cases. JAm Soc Psychical Res 77:115-135.Haraldsson E (1991) Children claiming past-life memories: Four cases in Sri Lanka. J Sci Expl 5:233-261.Mills A (1989) A replication study: Three cases of children in northern India who are said to remember a previous life. J Sci Expl 3:133-184.Mills A, Haraldsson E, Keil HHJ (1994) Replication studies of cases suggestive of reincarnation by three independent investigators. JAm Soc Psychical Res 88:207-219.Pasricha S, Stevenson I (1987) Indian cases of the reincarnation type two generations apart. J Soc Psychical Res 54:239-246.Stevenson I (1974) Twenty cases suggestive of reincarnation (2nd rev ed). Charlottesville, VA University Press of VirginiaStevenson I (1975) Cases of the reincarnation type (Vol I): Ten cases in India. Charlottesville, VA: University Press of Virginia.Stevenson I (1997) Reincarnation and biology: A contribution to the etiology ofbirthmarks and birth defects. Westport, CT: Praeger.Stevenson I, Samararatne G (1988) Three new cases of the reincarnation type in Sri Lanka with written records made before verifications. J Nerv Ment Dis176:741.Sybo A. Schouten, Ph.D.1Ian Stevenson, M.D.[1] Psychology Laboratory, Utrecht University, Utrecht, The Netherlands.Division of Personality Studies, Box 152 HSC, University of Virginia, Charlottesville, Virginia 22908.Enviem petições de reimpressão ao Dr. Stevenson.A investigação e análise dos casos informados aqui foram apoiadas pelo Nagamasa Azuma Fund, The Lifebridge Foundation, a Bernstein Brothers Foundation, Richard Adams, e um doador anônimo. Agradecimentos são devidos a Erlendur Haraldsson e Satwant Pasricha por contribuir com casos incluídos na análise ou participar de sua investigação. Emily Cook e Dawn Hunt ofereceram comentários úteis para a melhoria deste relatório.
J Nerv Ment Dis 1998 186(8) pags. 504-506 / Schouten SA, Stevenson I
sábado, 28 de fevereiro de 2009
A Hipótese Socio-psicológica Explica Casos do Tipo Reencarnação?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Réplica de Estudos de Casos Sugestivos de Reencarnação
Réplica de Estudos de Casos Sugestivos de Reencarnação Feita por Investigadores Independentes (Antonia Mills, Erlendur Haraldsson, e H. H. Jorgen Keil, 200?)
Por Antonia Mills, Erlendur Haraldsson, e H. H. Jorgen KeilABSTRATO(Traduzido por Márcia Guimarães Andrade)
ABSTRATO: Os três autores assumiram a tarefa da réplica de estudos de Stevenson sobre crianças que afirmam lembrar-se de vidas anteriores; J.K. estudou 60 casos em Burma, Tailândia e Turquia; E.H. estudou 25 casos no Sri Lanka e A.M. estudou 38 casos na Índia. De uma amostra combinada de 123 casos, cada autor apresenta um caso. Os autores concluem que em alguns dos casos, as crianças não possuíam vias normais de conhecimento sobre a pessoa com a qual se identificavam, mas notam questões problemáticas, a serem solucionadas em futuros estudos. Uma pesquisa mais avançada poderá levar a uma melhor compreensão acerca das dinâmicas do desenvolvimento infantil.
Desde 1960, Ian Stevenson, Professor de Psiquiatria e Diretor da Divisão de Estudos de Personalidade do Departamento de Medicina Comportamental e Psiquiatria da Universidade de Virginia, tem escrito a respeito da evidência da sobrevivência de lembranças ditas de encarnações anteriores (Stevenson, 1960). Ele tem escrito tanto do ponto de vista teórico (Stevenson, 1977b) como empírico, apresentando relatos detalhados de casos em uma variedade de diferentes culturas. Na categorização de White (1992) de 12 abordagens ao estudo de casos psi espontâneos, os estudos de Stevenson são orientados particularmente em quatro categorias: casos individuais, coleções de casos, levantamentos de dados e comparações interculturais. Para começar, seus estudos incluem Índia, Sri Lanka, Tailândia, Burma, Líbano, Turquia, Brasil, Índios Americanos da Costa Noroeste, e os Igbo da Nigéria (Stevenson, 1966, 1966/1974, 1975a, 1975b, 1977a, 1980, 1983a, 1985). Ele e seus colegas compararam os aspectos da longa série de casos que ele tem estudado nessas culturas, bem como entre a população Norte-Americana (Cook, Pasricha, Samararatne, U Win Maung, & Stenvenson, 1983; Stevenson, 1983b, 1986, 1987). A análise mostra a similaridade dos casos entre as culturas. Por exemplo, tais crianças começam a relatar lembranças de uma vida anterior à idade média de três anos e deixam de falar sobre elas entre aproximadamente cinco e sete anos de idade. Stevenson também observa aspectos nos quais os casos diferem de cultura para cultura.
Stevenson tem procurado reproduzir os resultados de seus trabalhos de várias formas (Pasricha & Stevenson, 1979, 1987). Em 1987 ele convidou os autores, dois psicólogos (Erlendur Haraldsson e Jiirgen Keil) e uma antropologista (Antonia Mills), para fazerem estudos independentes de casos relatados de reencarnação.
A idéia era verificar se pesquisadores independentes iriam qualificar os casos como convincentes ou sugestivos como o fez Stevenson. Os autores haviam trabalhado em outros lugares em suas investigações de campo iniciais (Haraldsson, 1994; Keil, 1991; Mills, 1989, 1990a, 1990b). Neste artigo, para começar, resumimos os resultados de nossas investigações combinadas, e cada um de nós apresenta uma síntese de um caso, até o presente, não publicado. Concluímos com sugestões para incluir algumas das abordagens adicionais identificadas por White (1992).
Jornal da Sociedade Americana de Pesquisa
sobre Paranormalidade - Vol. 88, Julho de 1994.
VISÃO GERAL DAS INVESTIGAÇÕES COMBINADAS
Para começar, Jiirgen Keil (J.K.) estudou 60 casos em Burma, Tailândia e Turquia; Erlendur Haraldsson (E.H.), 25 casos no Sri Lanka; e Antonia Mills (A.M.), 38 casos no norte da Índia. Os autores obtiveram sua amostra a partir de casos que descobriram no campo de pesquisa e de casos identificados, mas ainda não estudados por Stevenson e seus colegas. Em 80% dos 123 casos, uma pessoa falecida foi identificada, a qual aparentemente correspondia a algumas ou todas as declarações da criança (o caso está “resolvido”); 20% dos casos permanecem sem solução (nenhuma pessoa falecida que correspondesse a algumas ou todas as afirmações da criança foi identificada). Na amostra obtida no Sri Lanka, de E.H. houve muito mais casos sem solução do que em outros países, uma descoberta que está de acordo com estudos anteriores (Cook, Pasricha, Samararatne, U Win Maung, & Stevenson, 1983; Stevenson, 1986). Dos 99 casos resolvidos, a pessoa que a criança afirmava ser era desconhecida para sua família em 51% dos casos, conhecida em 33% e aparentada em 16% destes. Da amostra combinada de 123 casos, somente um dos casos (de A.M.) pareceu estar no limite entre uma brincadeira conscientemente planejada e auto-sugestão (a criança teria se auto-iludido*) (Stevenson, Pasricha, & Samararatne, 1988). Os três casos apresentados a seguir representam casos com um relativamente alto grau de correpondência entre as afirmações da criança e as características da pessoa falecida.
Em cada um dos 123 casos, a criança expressara lembranças de ser alguém diferente do que ele(a) era. Em alguns dos casos, se relatava também que a criança possuía: (a) características comportamentais correspondentes à referida pessoa falecida, (b) marcas ou deficiências de nascimento correspondentes à ferimentos ou outras marcas da pessoa falecida, (c) fobias relacionadas às experiências da pessoa falecida, (d) –filias, (e) habilidades inatas, e/ou (f) conhecimento especial ausente em qualquer outra pessoa, que era apropriado ao falecido com quem a criança se identificava. Em 19 casos (estudados por E.H. no Sri Lanka), um registro escrito das declarações da criança era feito, antes que uma pessoa que possuísse importantes características de acordo com o relato da criança fôsse identificada. E.H. descreve abaixo um destes casos. Outros casos deste tipo deste tipo têm sido relatados em outros trabalhos por E.H. e Stevenson (Haraldsson, 1991; Stevenson, 1966/1974; 1975b; Stevenson & Samararatne, 1988). J.K. e A.M. também descrevem na sequência um caso com alguns detalhes. Estes três casos permitem ao leitor julgar se a correspondência entre as declarações da criança e os fatos sobre a personalidade anterior
(a pessoa identificada como objeto das declarações da criança) parece provável de ir além de coincidência e/ou fontes normais de informação.
O CASO DE ENGIN SUNGUR (ESTUDADO POR J.K.)
Engin Sungur nasceu em Dezembro de 1980, no Hospital Antakya, Hatay, Turquia, entre a população Alevi Moslem, que diferentemente de seus vizinhos Sunni Moslem, acreditam na possibilidade da reencarnação. O caso foi estudado por J.K., com a assistência de Ay§e Efe (A.E.) como intérprete, em 1990. Engin tinha então nove anos de idade. Ele ainda se lembrava de detalhes substanciais de sua anterior identificação com Naif Ci§ek, mas de acordo com suas declarações e com as de seus pais, suas “lembranças” haviam enfraquecido durante os três últimos anos.
Engin e seus pais viviam na vila de Tavla. Quando Engin tinha menos de dois anos de idade, seus pais o levaram para visitar um parente em outra vila. No caminho, de um certo ponto em uma montanha, ele apontou para outra vila, Hancagiz, e disse: “Eu posso ver minha vila, onde eu vivia.” Hancagiz está a uma distância de aproximadamente 2,5 milhas, ou 4km (de automóvel) de Tavla. Quando os pais de Engin lhe perguntaram “de quem você é filho?”, Engin respondeu: “Eu sou Naif Ci§ek”. Ele lhes contou várias coisas a respeito de Naif, como por exemplo, de que ele havia ido a Ankara antes de morrer. (Ver Quadro 1 com lista das declarações de Engin.) Ele insistiu para que seus pais o levassem a Hancagiz, mas estes, inicialmente, não concordaram. Eles nunca haviam ouvido falar ou encontrado Naif Ci§ek.
Segundo a filha de Naif, Giilhan, Engin a chamou de “minha filha”, e disse: “Eu sou seu pai,” quando a viu na vila de Tavla. Giilhan frequentava a escola secundária nesta cidade. Nesta ocasião Engin estava preocupado com ela e lhe pediu para que fosse até sua casa, mas ela não o fez. Até este ponto não houvera qualquer contato entre as duas famílias, e não tiveram nenhuma informação uma sobre a outra.
Depois disto, a mãe de Engin levou-o até Hancagiz. Ele tinha então, entre dois e quatro anos de idade. Quando Engin encontrou a viúva de Naif Ci§ek, ele a chamou de “minha esposa”. Ele chamou no mínimo sete outros membros da família de Naif pelo nome, mas porque os vários informantes discordavam sobre quem ele chamara pelo nome, estes reconhecimentos são contados como um único ítem no Quadro 1. Engin também apontou para uma propriedade que pertencera a Naif; esta não ficava, obviamente, ao lado de sua casa. Engin perguntou se um de “seus” (de Naif) filhos ainda se escondia no forno usado para cozinhar. Ele identificou várias roupas de Naif. Disse a sua mãe que ele (como Naif) fizera uma lâmpada a óleo a partir de um recipiente de lata. Ele também descreveu quando foi ferido quando seu (de Naif) caminhão o acertou quando seu filho estava dando a marcha à ré, embora alguns informantes achassem que estas afirmações foram feitas primeiro em um incidente posterior, descrito abaixo. Como mostra o Quadro 1, todas as declarações verificadas de Engin estavam corretas.
Naif Ci§ek havia sido um motorista de caminhão que morrera após prolongada doença.
Ele fôra a Ankara para consultar-se com um médico antes de sua morte, comprou alguns medicamentos, mas retornou convicto de que morreria em breve. Ele tinha 54 anos de idade quando morreu em Dezembro de 1979.
Quadro 1
SINOPSE DAS DECLARAÇÕES DE ENGIN SUNGUR
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Declarações Correto?
1. Eu posso ver minha vila, onde eu vivia. Sim
2. Eu sou Naif… Sim
3. Ci§ek. Sim
4. Eu fui até Ankara… Sim
5. antes de morrer. Sim
6. Chamou Giilhan de “minha filha”. Sim
7. Eu sou seu pai. Sim
8. Meu filho se escondia no forno usado para cozinhar. Sim
9. Chamou a viúva de Naif de “minha esposa”. Sim
10. Chamou pelo menos sete outros familiares pelo nome. Sim
11. Esta propriedade é minha. Sim
12. Foi eu que fiz isto [lâmpada a óleo com recipiente de lata]. Sim
13. Falou sobre ser ferido por seu próprio caminhão… Sim
14. quando seu filho Fikret acidentalmente deu marcha à ré contra ele. Sim
15. Reconheceu o caminhão de Naif. Sim
16. Identificou-se como o pai do filho de Naif, Fikret. Sim
17. Você não está cuidando bem deste caminhão. Sim
18. Reconheceu motoristas de taxi (dolmus) que Naif conhecia. ?
19. Eu havia pedido um empréstimo de dinheiro à minha irmã Nazire … ?
20. mas ela não me atendeu. ?
21. Eu pedi um empréstimo de dinheiro àminha irmã Kürciye (ele a chamou por seu nome árabe) … ?
22. e Kürciye deu-me o dinheiro. ?
Número total de declarações: 22
Número de declarações corretas: 17
Número de declarações incorretas: 0
Número de declarações indeterminadas: 5
Após Engin ter retornado para sua casa em Tavla, um dos filhos de Naif, que não estivera presente quando da visita de Engin a Hancagiz, chegou sem anunciar-se e sem ser esperado em Tavla, no caminhão de Naif. Engin disse: “Quem é o motorista deste caminhão?” Depois de encontrar o filho de Naif, Engin disse: “Eu sou seu pai, porquê você não está cuidando bem deste caminhão?” Ele fez outras declarações incluídas no Quadro 1, cuja veracidade não foi determinada, e não foram consideradas.
A viúva de Naif ficou impressionada (assim como J.K. e A.E.) porque Engin falava e agia como um adulto. Ela notou que, enquanto falava, ele gesticulava com as mãos do mesmo modo que Naif o fazia. J.K. impressionou-se com a grande segurança com que ele falava. A.E. qualificou o domínio de linguagem de Engin como superior ao de muitos adultos. J.K. conseguiu entrevistar Ugur Oztiirk (U.O.), que foi professor de Engin durante seus primeiros três anos de escola. U.O. relatou que Engin era um bom aluno e que desde quando começou a estudar, aos seis anos de idade, ele se comportava como um adulto sério e dizia ser Naif Ci§ek. U.O. anotou algumas coisas que Engin disse e alguns meses depois checou-as com o que Engin estava dizendo então. Não havia discrepâncias.
O CASO DE MAHAVIR SINGH (ESTUDADO POR A.M.)
Mahavir Singh (pseudônimo) nasceu em 8 de Outubro de 1982 na vila de Nagalavicki, população 15.000 habitantes, próxima de Shamshabad, no distrito de Agra, em Uttar Pradesh, Índia. A.M. e Dr. Narender K. Chadha (N.K.C.) descobriram este caso no processo de investigação de outro na região. N.K.C. entrevistou primeiro Mahavir e seus pais em Agosto de 1987. A.M. então entrevistou Mahavir e seu pai em 1987, Mahavir, seus pais e sua avó em 1988, e seu pai novamente em 1990, com Parmeshwar Dayal como intérprete. N.K.C. também voltou a visitar a família em Fevereiro de 1988 para fazer perguntas adicionais, enviadas a ele por A.M.
Mahavir começou a falar em uma idade muito precoce (12 meses) e demonstrou um grande interesse por animais, particularmente por camelos. Ainda muito novo Mahavir levantava antes de seus pais e irmãos e ia dar água às vacas de seu pai. Ele insistia muito para que seu pai comprasse um camelo. Ninguém em Nagalavicki possuía um camelo, mas Mahavir ia ao encontro de vendedores de camelos, quando estes passavam por sua cidade. Ele segurava a corda que prendia o camelo e dizia que o animal era seu. Mahavir apresentou este comportamento desde quando era uma criança que começava a andar, até depois de identificar um grupo específico de vendedores de camelos como seus parentes.
Quando Mahavir tinha cerca de dois anos de idade, ele disse a sua mãe: “Meu filho [lalu, um termo usado para um filho, ou filho de um irmão] estava indo por este caminho.” Mahavir disse ainda que tinha algum dinheiro no banco, e que um comerciante que ficou com uma parte de seu dinheiro não o devolvera. Mais tarde ele disse que este comerciante se chamava Teja.
Na idade de três anos, Mahavir frequentemente tirava algumas porções do alimento de seu prato e dizia: “São para meus filhos”. Nas respostas a vários dias de questionamento feito por seu pai, Mahavir disse que ele possuía cinco filhos e uma esposa, e que seu irmão também tinha cinco filhos. (Ver Quadro 2 com lista das declarações de Mahavir.) Posteriormente, em resposta a outros questionamentos, ele disse que era de Baura Gaon e que havia morrido no Ganges, onde fôra a negócios. Disse que tinha duas filhas solteiras e que um filho e uma filha eram casados. Mahavir aborrecia seus pais chorando para ser levado até sua esposa. Eles tentaram fazê-lo parar de falar nisto, girando-o em sentido anti-horário em uma pedra de amolar e contratando um exorcista indígena, mas nada disto surtiu efeito. Um dia ele disse a seu pai: “meu irmão caiu de um camelo.” Seu pai foi ver a este, pensando que se tratava de seu outro filho, e descobriu que Pathi Ram, um vendedor de camelos, havia caído de um de seus animais. Fôra ao filho adulto deste vendedor, Radi Shyam, que Mahavir havia chamado “filho” [lalu], por várias vezes quando este passava por Nagalavicki com camelos.
Finalmente chegou aos ouvidos de Pathi Ram e sua família que Mahavir havia feito as afirmações citadas acima, e eles vieram, primeiro individualmente, e depois em grupo, para conhecer Mahavir. Antes destes encontros, de acordo com Pathi Ram e sua família, como também os pais de Mahavir, as duas famílias não tinham conhecimento da existência uma da outra, sendo de diferentes castas e vivendo em diferentes comunidades, a cerca de 2km de distância. Mahavir e sua família pertenciam a uma casta mais alta (Kshatriya) do que a de Pathi Ram e seus familiares, que eram Sudras. As entrevistas de A.M. com Pathi Ram, a viúva de seu irmão e seus filhos e sobrinhos revelaram que Pathi Ram era irmão de Khem Raj, um vendedor de camelos da vila de Bada Gaon, que havia morrido perto do Ganges, próximo de Allahabad, aonde ele fôra para vender camelos. Como mostra o Quadro 2, ele tinha tido cinco filhos, dos quais um filho e uma filha eram, na época de sua morte, casados. Khem Raj passava frequentemente pelas trilhas por Nagalavicki quando levava camelos para o mercado, antes de sua repentina doença e morte perto de Allahabad em Março de 1982. Khem Raj tinha cerca de 50 anos de idade na data de sua morte.
Quando Pathi Ram, seus parentes e Teja vieram visitar Mahavir, eles ficaram satisfeitos por ser ele Khem Raj renascido, o que confirmaram a partir de seu comportamento, igual ao deste, e de sua descrição sobre onde e com quem seu dinheiro havia ficado. Ele reconheceu Teja e insistiu que Teja lhe devia o dinheiro. Teja então pagou o que devia à família de Khem Raj, assim concordando que o dinheiro pertencia a este.
Depois disto, Mahavir pressionara continuamente seu pai para leva-lo para visitar “sua” (de Khem Raj) esposa, e quando levado, esta disse que ele identificara corretamente a área em que Khem Raj atuava em seus negócios.
Quadro 2
SINOPSE DAS DECLARAÇÕES DE MAHAVIR SINGH
Declarações Correto?
1. Este camelo é meu. ?
2. Meu filho estava indo por este caminho. Sim
3. Um comerciante ficou com meu dinheiro. Sim
4. Teja ficou com meu dinheiro. Sim
5. Eu deixei dinheiro em minha casa. Sim
6. Eu morri no Ganges. Sim
7. Eu fui até lá a negócios. Sim
8. Eu era de Bada Gaon. Sim
9. Eu tinha cinco filhos. Sim
10. Eu tinha uma esposa. Sim
11. Eu tinha duas filhas. Sim
12. Um filho e uma filha eram casados. Sim
13. Meu irmão tinha cinco filhos. Sim
14. Meu irmão caiu de um camelo. Sim
15. Este é o meu itinerário. Sim
16. Minha mulher não fez laddhu para mim da outra vez, e agora ela fez. Sim
17. Eu havia enterrado um pouco do meu dinheiro. Sim
Número total de declarações: 17
Número de declarações corretas: 15
Número de declarações incorretas: 0
Número de declarações indeterminadas: 2
Uma vez, quando de visita à viúva de Khem Raj, Mahavir foi servido de um lanche, que incluía um doce de nome laddu. Mais tarde, Mahavir disse: “Na outra vez ela não fez laddu para mim, e agora fez. A viúva de Khem Raj explicou que no dia da partida de Khem Raj para o mercado de camelos em Allahabad, o mesmo dia em que ele morreu, ele lhe havia pedido para fazer laddu para que ele levasse na viagem, mas ela não fez. Assim o laddu foi interpretado como uma resposta a um desejo não satisfeito.
Mahavir continuou a visitar com frequência a família de Khem Raj, embora sua grande insistência para fazê-lo tivesse diminuído logo após as primeiras poucas visitas. Ele disse que uma parte do seu dinheiro estava no banco de Allahabad, e outra parte no banco de Shamshabad, mas estas afirmações, se verdadeiras, foram aparentemente feitas depois de seu encontro com a família de Khem Raj, que pode ter-lhe contado estes fatos. Mahavir disse que havia enterrado algum dinheiro em sua (de Khem Raj) casa, mas este não foi encontrado. Ele continuou a pedir a seu pai que comprasse um camelo para ele.
O CASO DE THUSITHA SUBASHINI SILVA (ESTUDADO POR E.H.)
O caso de Thusitha Silva (pseudônimo) é particularmente interessante porque suas declarações foram registradas antes que qualquer pessoa que correspondesse a suas afirmações fosse encontrada.
Thusitha nasceu em 16 de Junho de 1982, na pequena cidade de Elpitiya, sudoeste do Sri Lanka. Em 1988 ela se mudou para Panadura, que fica a 18 milhas ao sul de Colombo. Tissa Jayawardane (T.J.), assistente de pesquisas de Stevenson, entrevistou a garota e sua mãe em Junho de 1990. Em Novembro do mesmo ano, E.H., independentemente, entrevistou Thusitha e sua família, tendo Godwin Samararatne como intérprete. O pai de Thusitha havia morrido alguns anos antes do início da investigação.
Segundo a mãe e a avó de Thusitha, à idade de dois anos e meio, ela começou a falar sobre uma vida em Akuressa. Ela disse que havia caído de uma ponte para pedestres estreita e inclinada (wel palama – ponte suspensa) em um rio e que se afogara. Disse que a ponte não era longe de sua casa, que ela tinha um marido, e que estava grávida na época. Thusitha também disse que o nome de seu pai era Jeedin Nanayakkara, que vivia em uma casa maior do que a choupana cheia de lodo em que sua presente família vivia, que sua mãe possuía uma máquina de costura, que tinha uma bicicleta amarela, e que trabalhava em um hospital. Na entrevista com T.J., Thusitha disse ainda que seu marido se atirara no rio para tentar salvá-la, e que quase se afogara também; que este era um carteiro, que eles possuíam um carro, que havia um grande portão em frente a sua casa, e que ela tinha um soutien. Suas declarações estão listadas no Quadro 3.
A mãe de Thusitha disse que ela tinha fobia de pontes e água. Ela disse também que há mais tempo sua filha havia mencionado mais nomes, mas que nem ela, nem sua família se lembrava deles quando entrevistados por T.J. ou E.H. Nesta ocasião Thusitha parecia ter se esquecido de algumas de suas lembranças anteriores.
A família de Thusitha afirmou não ter qualquer ligação com Akuressa, e que nenhum deles jamais estivera ali quando Thusitha estava falando mais sobre sua vida anterior.
Quadro 3
SINOPSE DAS DECLARAÇÕES DE THUSITHA SILVA
A. Declarações feitas em 26/11/90 para E.H. Correto?
1. Eu sou de Akuressa. Sim
2. O nome do meu pai era Jeedin [Nanayakkara]. Não
3. O nome do meu pai era [Jeedin] Nanayakkara. Sim
4. Eu tinha uma bicicleta. Sim
5. A bicicleta era amarela. Não
6. Eu ia para o trabalho de bicicleta. Não
7. Eu ia de bicicleta sozinha. Sim
8. Eu trabalhava em um hospital. Não
9. Eu usava um uniforme branco com chapéu e sapato brancos. Não
10. O hospital ficava a certa distancia de sua casa. Sim
11. A mãe usava túnica. ?
12. A mãe possuía uma máquina de costura. Sim
13. Eu tinha duas túnicas listradas. ?
14. O rio ou córrego ficava a alguma distancia dali. Sim
15. A ponte para pedestres (wel palama) quebrou. Sim
16. Eu caí no rio. Sim
17. Eu me afoguei. Sim
18. Estava grávida quando se afogou. Sim
19. Eu tinha um marido. Sim
20. A casa anterior era maior que a atual. Sim
21. As paredes eram coloridas. Sim
22. Tinha uma sobrinha, filha de sua irmã. Não
23. O pai anterior era chamado de appa (present/dada). ?
B. Ítens relatados a T.J., e não a E.H.
1. Havia um grande portão na casa anterior. Sim
2. Seu marido se jogou no rio para salvá-la. Sim
3. Seu marido era um carteiro. Não
4. Eles possuíam um carro. Sim
5. Eu tinha um soutien. ?
Número total de declarações: 28
Número de declarações corretas: 17
Número de declarações incorretas: 7
Número de declarações indeterminadas: 4
Akuressa está a cerca de 30 milhas (48km) de Elpitiya (cidade natal de Thusitha) e a 78 milhas (125km) de Panadura.
Um bom tempo depois de que Thusitha começou a falar sobre estas coisas, seu irmão viajou para Akuressa, mas ele não ficou sabendo nem encontrou ninguém que correspondesse às afirmações de sua irmã. Ao retornar à sua casa ele repreendeu-a por dizer mentiras. Depois ele lhe bateu por falar com T.J. No verão de 1990, T.J. visitou Akuressa (população: 20.000) e descobriu que uma jovem mulher, com o nome de casada Nanayakkara, havia-se afogado depois de cair no rio, de uma estreita e inclinada ponte, mas T.J. não conseguiu encontrar nenhum membro de sua família. Em Novembro de 1990, E.H. e G.S. visitaram Akuressa e encontraram os parentes de uma mulher de nome Chandra Nanayakkara (nascida em Abeygunasekara) que se afogara ao cair de uma ponte suspensa. Eles descobriram a casa de seus parentes (por parte do marido) a cerca de 100 jardas desta ponte. Eles entrevistaram duas das cunhadas de Chandra, um amigo íntimo da família, seu marido (Somasiri Nanayakkara) e seu irmão. Todas estas pessoas foram receptivas e responderam a todas as perguntas.
Segundo estas testemunhas, Chandra havia-se afogado em 1973, aos 27 anos, ao cair da ponte suspensa, que ela e seu marido estavam atravessando. Uma tábua em que Chandra pisou parece ter aberto espaço entre a outra, e ela caiu no grande rio. Seu marido se atirou no rio para resgatá-la, mas quase se afogou também. O corpo de Chandra foi encontrado três dias depois, a alguma distância da ponte. Na época, ela estava grávida de sete meses. Um documento na delegacia confirmou que Chandra havia morrido em Dezembro de 1973 “por sufocar-se depois de engolir muita água, quando caiu no Rio Nilwala da ponte suspensa”. Esta é a única ponte suspensa na região. Depois deste acidente, a ponte foi consertada, mas em 1990 estava novamente em mau estado. Muitas pessoas caíram no rio desde então, mas ninguém se afogou.
Em breves relatos, as investigações confirmaram que havia uma ponte suspensa em Akuressa (o que não é comum no Sri Lanka), e que uma mulher casada e grávida havia caído desta ponte e se afogado. O nome de seu sogro (e não de seu pai) era Edwin Nanayakkara (não Jeedin). É comum no Sri Lanka as mulheres casadas chamarem a seus sogros de “pai”. Ela estava acompanhada de seu marido quando o acidente ocorreu, e ele tentou salvá-la. A família de seu marido possuía um carro (fato incomum no Sri Lanka) e uma bicicleta, e sua casa era maior do que a casa atual de Thusitha, tendo um grande portão feito de bambu.
Algumas das declarações de Thusitha se mostraram incorretas: a bicicleta não era amarela, e sim preta; Chandra nunca fôra enfermeira (e sim uma prima e amiga íntima desta); o marido de Chandra era um motorista de ônibus e não um carteiro (embora seu irmão mais velho fosse um carteiro); e ela não tivera uma irmã que possuía uma filha, mas uma cunhada que tinha filhas. As outras declarações são muito comuns para terem um maior valor.
Nesta etapa, E.H. planejava trazer Thusitha até Akuressa para alguns testes de reconhecimento, mas seu irmão se recusou a qualquer colaboração e E.H. teve de abandonar a investigação do caso.
DISCUSSÃO
Em todos os três casos apresentados, a criança e sua família não sabiam da existência da pessoa falecida, que foi posteriormente identificada. No caso de Thusitha, todas as declarações foram registradas antes que E.H. ou T.J. tentassem verifica-las ou desmenti-las. Nos dois outros casos apresentados, declarações incorretas podem ter sido eliminadas do resumo, e/ou algumas podem incluir informações adquiridas somente depois do contato com a família do falecido.
Por exemplo, os pais de Engin discordaram quanto a se as declarações 16 e 17 (do Quadro 1) foram feitas antes ou depois de Engin ter ido a Hancagiz. Isto pode valer para a ausência de declarações incorretas nestes dois casos, mas estas também ocorrem entre casos resolvidos antes de terem sido investigados (Mills, 1989).
Nos três casos relatados acima, o indivíduo fez, repetidamente, numerosas, definidas, relativamente independentes e substancialmente verificáveis declarações que foram testemunhadas por mais de uma pessoa. Nos dois primeiros casos, nos quais a criança pôde visitar a casa da pessoa falecida identificada como a que correspondia à suas declarações, a criança espontaneamente demonstrou um apropriado afeto aos parentes desta pessoa, que eram indivíduos que a criança nunca havia encontrado antes. A preocupação de Engin com a conservação de um determinado caminhão e com uma determinada menina, e a forte atração de Mahavir por camelos são explicáveis por e coerentes com sua auto-identificação com um determinado adulto falecido, que vivera antes de eles terem nascido. No caso de Thusitha, a criança demonstrou outro aspecto recorrente em relatos de casos de reencarnação: uma fobia apropriada ao tipo de morte da personalidade anterior (Haraldsson, 1991; Stevenson, 1990). Outros casos estudados, mas não aqui relatados, incluem outras correspondências entre a criança e uma personalidade anterior, tais como marcas ou deficiências de nascença relacionadas a feridas ou marcas (Keil, 1991; Mills, 1989, 1990b).
Em alguns dos casos estudados pelos três autores, a correspondência das lembranças afirmadas pela criança e o comportamento relacionado aos fatos determinados sobre a pessoa que elas aparentemente afirmam ser não são prontamente explicadas pelo acaso. Entretanto, os autores notaram várias questões problemáticas. Uma é que nos casos que não contam com um registro escrito antes do caso ser “resolvido”, é difícil avaliar quanta alteração na avaliação do “testemunho original” terá ocorrido. Fatores como o quão recente são as declarações, a idade da criança e a disponibilidade e independência de testemunhas têm de ser considerados ao se avaliar tais casos. Outro problema é a dificuldade de avaliar a independência das declarações e o relativo significado ou peso dos grupos de informações aí contidas. O terceiro problema é a avaliação da probabilidade de uma correspondência entre as afirmações, comportamento, etc. de uma criança e as características de uma pessoa falecida. Qualquer cálculo de tal estimativa de probabilidade possui um elemento subjetivo substancial. J.K. observa que embora a probabilidade de que as declarações corretas sejam devidas a meios normais de comunicação possa ser maior que .05 para cada um dos seus casos, os aspectos cumulativos da amostra total de novos casos investigados indica que explicações normais são improváveis de abranger todos os dados (Keil, 1991). Outra questão é se tais crianças representam alguma psicopatologia grave.
E.H. (Haraldsson, 1993) e A.M. têm começado a fazer testes psicológicos em crianças que apresentam estas vivências, a fim de determinar se a sua impressão de que patologia não esteja envolvida possa ser fundamentada, e como os perfis psicológicos das crianças identificadas como tendo lembranças de vidas anteriores se comparam com perfis de uma correspondente amostra de crianças que não fazem tais afirmações.
Esta investigação contínua de casos permite a abordagem longitudinal defendida por White (1992), e acrescenta uma maior dimensão ao apresentar perfis psicológicos de crianças que dizem se lembrar ou ter-se lembrado de uma vida anterior e de crianças que não fazem tais afirmações. Além disto, A.M. e E.H. iniciaram estudos comparativos com crianças ocidentais que afirmam ter amigos imaginários, a fim de avaliar se os dois fenômenos são resultado do tratamento diferenciado, em termos culturais, da experiência da infância e dos conceitos emergentes.
As investigações de três pesquisadores independentes, sobre casos relatados de reencarnação em cinco culturas, nas quais estes casos são constatados, sugere que algumas crianças identificam-se com uma pessoa, sobre quem elas não possuem meios normais de se informar. Em tais casos, as crianças parecem exibir conhecimento e comportamento apropriados àquela pessoa. Apesar da crença cultural na possibilidade de reencarnação favorecer estes casos, e de serem necessárias mais pesquisas na construção social dos casos, a crença em si não parece explicar a totalidade das declarações das crianças e seu comportamento. Os investigadores descobriram que algumas famílias positivamente desencorajavam estas crianças quanto a tais declarações. Com base nos estudos longitudinais, Keil está avaliando que proporção de crianças identificadas no nascimento como uma determinada pessoa, fazem e não fazem afirmações indicando reconhecimento ou aceitação desta equação. Estudos mais avançados destes raros casos podem levar a uma melhor compreensão sobre se lembranças de uma vida anterior devam ser consideradas como parte das dinâmicas do desenvolvimento da criança.
REFERÊNCIAS
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Division of Personality Studies/Anthropology Department (Mills) ¹
University of Virginia
Charlottesville, Virginia 22908
Institut für Grenzgebiete der Psychologie (Haraldsson)
Eichhalde 12
D-79140 Freiburg
Germany
Department of Psychology (Keil)
University of Tasmania
Hobart
Tasmania
¹ Todas as correspondências devem ser endereçadas à Dra. Antonia Mills.
Reencarnação e Biologia - Resenha de Stevenson
Por Erlendur Haraldsson - Reencarnação e Biologia.
Uma Contribuição para o Etiology de Marcas de nascença e Defeitos de Nascimento é um livro a muito esperado. Quando se abre os dois grandes volumes de 2268 páginas, fica evidente por que esperamos tão grande tempo. Leitores podem experimentar uma mistura de temor e desespero quando enfrentam com mais de 2200 páginas. Afortunadamente, Praeger também publicou um volume pequeno Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, o qual Stevenson escreveu para satisfazer as necessidades de leitores que desejam entender o conteúdo essencial do trabalho maior sem se aborrecer em cima de detalhes. Este volume resume os achados, os argumentos, e as conclusões do trabalho maior. Ambos os trabalhos, a Reencarnação de dois-volume e Biologia. Uma Contribuição para o Etiology de Marcas de nascença e defeitos de Nascimento e Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, contêm 26 capítulos e levam os mesmos títulos em ambos os trabalhos.
Emergiu gradualmente que casos da reencarnação (CORT) não só é caracterizado por recordações de alegadas prévia vida de crianças jovens, mas também por um padrão de outras características. Provavelmente mais inesperado é que às vezes são achados marcas de nascença e defeitos de nascimento que é relacionado ao modo de morte de uma pessoa falecida sobre de quem vida que a criança-sujeito pode fazer para algumas declarações corretas, e quem a criança pode reivindicar ter estado em uma vida prévia. Stevenson expressou a visão que estas marcas de nascença e defeitos de nascimento são o aspecto mais impressionante do multi-faceted CORT. Agora ele nos dá a evidência - mais de 200 casos - quase tudo investigados pessoalmente pelo próprio Stevenson.
Esta é uma monografia médica escrita com a eficácia, claridade, e consideração que são características de Stevenson. Há documentação extensa de cada caso e inclui numerosas fotografias, mesas, notas de rodapé e referências, e índices de casos e nomes. Para nos ajudar a entender o fundo cultural e histórico para alguns dos casos, Stevenson iguala presentes pequenas revisões da recente história de dois países (a Turquia e Birmânia) onde foram achados muitas marca de nascença e casos de defeitos de nascimento.
O primeiro capítulo dá uma avaliação dos achados básicos relativo a CORT. O segundo capítulo, ” Completas mudanças que correspondem a imagens mentais na pessoa afetada, ” descreve numerosos casos da literatura médica que mostra vários vínculos entre imagens mentais e completas funções, como stigmata, modificação hipnótica de uma variedade de funções, e algum raros efeitos que foram observados para acontecer quando as pessoas revivem recordações de muito intenso dano físico ou trauma. Este é o exame mais extenso de seu tipo conhecido ao revisor, e é uma avaliação histórica excelente.
Stevenson discute que há fatores comuns que estão por baixo da ocorrência de mudanças físicas que correspondem a imagens mentais. Principalmente, eles são violência e dano físico juntados com atenção concentrada e impressionabilidade (absorção) no assunto. Um fator adicional é o reatividade dos tecidos da pele que pode resultar na formação de cicatrizes ou dermographisms. Stevenson apresenta uma fórmula para a ocorrência destas ocorrências; a CA + DI + PF = CS. CA representa Atenção Se concentrada ou Absorção, DI para Duração da Imagem, PF para os Fatores Fisiológicos e CS para o resultante Mudança na Pele. Alguns destes efeitos fisiológicos também são anômalos na sensação que eles não correspondem a configurações conhecidas de nervos ou vasilhas de sangue da pele.
O próximo capítulo, ” mostra mudanças que correspondem às imagens mentais de outra pessoa, ” revisões a literatura em impressões telepáticas espontâneas e experiências nas quais um efeito físico localizado em uma pessoa corresponde a uma imagem mental em outro. Menos famoso é casos de impressões maternas que freqüentemente foram publicadas conduzindo diários médicos nos século 19º e início do 20º. Stevenson achou relatórios de 300 casos que revelam uma correspondência íntima entre uma impressão na mente de uma mulher grávida e o defeitos do bebê dela.
Os primeiros três capítulos servem como uma introdução ao assunto principal do trabalho: marcas de nascença e defeitos de nascimento, como eles podem relacionar a CORT. Porém, é uma indicação incompleta para descrever estes três capítulos como uma introdução, embora eles servem ambos como “notar-abridores ” para o material nos capítulos que seguem e como uma base teórica. Aparte de ser revisões excelentes, eles contêm muito material novo. Estes três capítulos só (um total 175 páginas) faria um livro altamente interessante e provocativo saltar para ser lido amplamente e citaria para vir por muito tempo. O Cartel de estudos de Stevenson tem largura notável e é verdadeiramente em âmbito internacional. Ele freqüentemente também se refere a fontes estrangeiras inclusive alemão, francês, e italiano, algo muito raramente achou entre americano (ou até mesmo britânico) os estudiosos. Tal eficácia do cartel de estudos por idiomas e culturas vai longe freqüentemente no passado e é raro.
Os próximos 12 capítulos são dedicados a marcas de nascença como eles são achados na investigação de CORT. Eles são categorizados de acordo com o grau de verificação de um possível vínculo entre uma marca de nascença incomum na pele de um sujeito e feridas correspondentes no corpo de uma pessoa falecida. Tal verificação varia amplamente de caso a caso e outros nada apresentam (embora o caso ainda pode ser de interesse), por apoio de recordações de informadores, para documentação médica.
Um leitor pensativo pode considerar se as marcas de nascença e defeitos de nascimento correspondem por casualidade. De acordo com Stevenson, a pele de um adulto normal -de tamanho incluiria 160 quadra cada 10 grid de centímetros. Localizando a pele marca em tal um grid, ele calcula o odds contra chance de uma única marca de nascença que corresponde em localização com uma única ferida como 1/160. Porém, a explicação de chance está até mesmo menos provável em casos em qual mais que a pessoa feriu e marca de nascença corresponde. Por exemplo, Stevenson tem 18 casos nos quais uma criança reivindica se lembrar de ser atirado por uma bala e tem duas marcas de nascença que são achadas para corresponder a feridas de bala de entrada (pequeno) e saída (maior). Aqui novamente um padrão de partidas de marcas de nascença um padrão de feridas. Na opinião de Stevenson estes casos constituem a evidência mais forte. Quando duas marcas de nascença correspondem assim a duas feridas o odds contra aumento de chance para 1/160 x 1/160, ou 1/25000.
Um caso extremo era Necip Ünlütaskiran de Turquia que teve sete marcas de nascença seis de que corresponderam a feridas descreveu em um documento médico. Aqui o odds contra coincidência de chance ficam verdadeiramente astronômicos. Além disso, a reivindicação de Necip que ele tinha apunhalado a esposa dele de uma vida prévia na perna, com uma cicatriz de resultante, foi verificado quando ela foi identificada.
Na Predição de capítulo ” de Marcas de nascença ” Stevenson descreve casos nos quais poderiam ser preditas marcas de nascença. Por exemplo, em um caso turco, uma marca de nascença tinha sido informada a ele. Quando ele aprendeu depois que a morte da personalidade prévia alegada tinha sido causada através de feridas de bala, ele predisse uma segunda marca de nascença, devolveu ao sujeito e achou uma segunda marca de nascença que correspondeu à ferida de saída. Tais casos raros e casos de marca de nascença experimentais denominados são extremamente importantes, particularmente porque eles oferecem um pouco para a possibilidade de mudança estes casos além da crítica aplicada à maioria dos casos espontâneos e introduzindo um elemento de controle experimental.
Na coleção de Stevenson há também casos que podem aparecer a muitos leitores para ter só leve ou nenhum evidential estimam, mas que ele acha revelando por uma razão ou outro. Por exemplo, há 21 casos de crianças que fizeram para nenhuma declaração tudo que sobre a personalidade prévia (como também um adicional 7 que fez único ou duas declarações) e que foram identificados somente por adultos em base das marcas de nascença deles/delas que se assemelharam a feridas fatais infligidas em alguém eles souberam ou vieram aprender aproximadamente. De acordo com convicções locais, tal identificação é apoiada freqüentemente alguém tendo tido ” anunciando sonhos ” antes da criança nasceu, uma característica improvável impressionar os leitores Ocidentais.
As marcas de nascença que figuram nos casos de Stevenson também são de interesse porque a maioria deles difere do tipo de marca de nascença que quase todo o mundo tem. Eles são freqüentemente áreas calvas de enrugou, tecido de scarlike, elevou sobre tecidos circunvizinhos ou deprimido relativo a eles; alguns são áreas de pigmentação diminuída. Alguns estão sangrando e estão escoando quando o bebê nasce. Esses que se assemelham a nevi e moles em aparecimento são freqüentemente maiores que nevi ordinário e também freqüentemente acontecem em localizações incomuns. O mesmo pode ser dito para defeitos de nascimento que figuram nos casos. Não só é nascimento trai raro em geral comparou a marcas de nascença, mas muitos desses informaram por Stevenson é tipos que são sumamente raros e em algumas instâncias quase sem igual.
Em alguns casos, são achadas marcas de nascença para emparelhar feridas que foram o resultado de operações cirúrgicas. Um real oddity é o caso de Jacinta Agbo de Nigéria que teve a marca de nascença mais extraordinária Stevenson alguma vez viu. ” Consistiu em uma área, aproximadamente 3 centímetros largo, de tecido de scarlike pálido que estendeu a cabeça inteira dela ao redor ( Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, pág. 57).” Depois, uma pessoa foi identificada que em uma disputa tinha sido dado com a cabeça com um clube e tinha sido cosido até presente uma incisão extensa no escalpo. A marca de nascença de ” Jacinta era muito mais largo que a incisão teria sido, e isto é por que eu acredito que correspondeu a um bandagem colocado pelo cirurgião ao redor do hea pág. 58).”
O segundo volume de Reencarnação e Biologia se trata de defeitos de nascimento e outras anomalias como eles podem derivar de vidas prévias. O (visível) defeitos de nascimento são divididos nesses das extremidades, esses da cabeça e beija, esses que envolvem dois ou mais regiões, e esses que envolvem que condições ” de Stevenson trai ” nascimento experimental (as crianças nascido com sinais de marcas que emparelham esses em crianças que foram mutiladas deliberadamente ou caso contrário marcados depois de morte). Geralmente, os casos de defeito de nascimento também são associados com mortes violentas, inclusive assassinatos (algumas mutilações envolvendo e tortura) e acidentes. Stevenson também inclui quatro capítulos que descrevem casos em qual as doenças internas do assunto, anormalidades de pigmentação, e outros aspectos de aparecimento físico e função podem emparelhar esses da pessoa cujo vida que uma criança reivindica se lembrar.
Um capítulo especial discute 42 casos de gêmeos que Stevenson investigou, em qual ou ambas as crianças falam de recordações de vidas prévias. Particularmente interessante é o achado que em 62% dos 34 casos para os quais a informação estava disponível, as duas personalidades prévias tinham morrido ao mesmo tempo ou pelo menos na mesma ocasião. Também havia freqüentemente uma relação pessoal entre as personalidades prévias. Alguns dos gêmeos eram monozygotic e mostraram diferenças consideráveis em comportamento em linha com características das personalidades prévias.
Stevenson reuniu uma quantia volumosa de dados novos, tanto de forma que mim não pode pensar de nada comparável como a publicação de Phantasms do Viver (Gurney, al de et., 1896) que se tornou imediatamente um clássico e influenciou uma era inteira de pesquisa e debate.
A pessoa pode desejar saber como os críticos extremos virão ver este trabalho. Nós podemos conjeturar que eles provavelmente reagirão em muito o mesmo modo como eles fizeram ao Phantasms do Viver, isto é, despedindo o trabalho como uma coleção de casos espontâneos que são investigados depois que eles aconteçam e conseqüentemente são propenso a fraquezas famosas de testemunho. Provavelmente um problema mais sério para se dirigir é as diferenças culturais fortes entre os casos. A incidência informada de marcas de nascença ou defeitos de nascimento grandemente varia entre culturas, e estas diferenças podem ser uma expressão de convicções populares. Parece isso nas culturas das quais estes casos são convicções tiradas, populares encoraja associações entre marcas de nascença incomuns e pessoas que morreram de feridas ou tiveram cicatrizes incomuns ou malformations. Estas convicções poderiam afetar declarações feitas por um assunto quando as pessoas ao redor de him/her desenvolveram expectativas ou convicções que a criança era previamente uma pessoa particular. Estas fraquezas são discutidas por Stevenson. Convicções certamente expectativas de influência e modos de interpretar phenomena. Porém, também é justificável perguntar se as convicções locais surgiram de observações do tipo descritas por Stevenson?
Em alguns sonhos de culturas também é interpretado freqüentemente como um pressentimento da identidade da personalidade de um bebê para nascer. Esta convicção posa um problema e uma armadilha potencial para o investigador, especialmente se ele ou ela vêm aos anos de cena atrás de um caso foi estabelecido na família estendida ou o bairro do assunto.
Os registros volumosos e detalhados de Stevenson de casos que ele categoriza e analisa a duração de vários modos, deveria abrir uma era nova de debate aproximadamente como ou se podem ser unidos atributos físicos a nascimento a pessoas que morreram. Foi aceitado gradualmente que nossa influência de lata estatal psicológica nossa saúde. Stevenson apresenta evidência que um estado psicológico - especialmente próxima morte, e especialmente se a morte é uma violenta-pode influenciar o desenvolvimento de corpos futuros.
Na metodologia das ciências de vida é aceitado amplamente que alguns achados são como vulnerável para preconceitos subjetivos do investigador e como dependente em circunspeção de his/her como esses obtidos no caso de estudos. O trabalho de marca de nascença de Stevenson é ligado para ser desafiado, porque é trabalho sério de grande conseqüência. Argumentos não ajudarão muito. As batalhas significantes só serão lutadas no campo, pelo processo de replication.
A ênfase de Stevenson está em apresentar os dados dele em grande detalhe, mas ele também discute várias explicações e implicações dos dados, como esses para genéticas e para o problema de notar-corpo. Em Onde Biologia e Reencarnação Cruzam que ele conclui:
Ainda dizendo que eu penso que reencarnação é a melhor explicação para muitos casos, eu não reivindico que é a única explicação. Pesquisa adicional pode mostrar que está nem mesmo o melhor. Esta é uma questão sobre a qual minha opinião deveria contar para pequeno. Eu considero minha contribuição como isso de apresentar a evidência tão claramente quanto eu posso. Cada leitor deveria estudar a evidência cuidadosamente-preferentemente na monografia-e então alcança o dele ou a própria conclusão dela (pp. 112-113).
Reencarnação e Biologia e Onde Reencarnação e Biologia Cruzam junto é um trabalho de proporções verdadeiramente sem igual. Eu não li nada como interessante e fascinando por muitos anos. É único e é ligado para se tornar um clássico, definindo um domínio sem igual e difícil. É o trabalho de coroamento de um estudioso verdadeiramente excelente e investigador.
Erlendur Haraldsson Departamento de Psicologia Universidade de Islândia IS-103 Reykjavik, Islândia.
Dois Casos de Reencarnação com Registros Escritos Antes da Verificação
Ian Stevenson,1973
(Traduzido por Vitor Moura)
Em um caso normal do tipo reencarnação a criança importuna seus pais para levá-la à família com quem ela alega ter vivido uma vida anterior. Se a criança dá detalhes suficientes a seus pais sobre a família e a aldeia ou cidade que permitam sua identificação, eles normalmente levam-na lá ou para agradá-la ou para satisfazer a própria curiosidade. Depois que as duas famílias se encontraram e as alegações da criança foram justificadas o caso chama a atenção de pessoas fora das famílias em questão, freqüentemente através de reportagens de jornais. Quando os investigadores chegam para estudar o caso, as duas famílias podem ter misturado suas memórias e talvez inconscientemente atribuído ao indivíduo mais declarações corretas sobre a vida prévia do que ele realmente fez antes deles se encontrarem. Esta objeção não pode resistir quando um registro escrito das declarações da criança é feito antes de qualquer tentativa de verificação. Os casos deste tipo são extremamente raros por causa da tendência mencionada dos pais da criança de levá-la ao lugar que ela mencionou e sua comum falta de percepção da importância de registros escritos anteriormente. Não obstante, há cerca de uma dúzia de casos deste tipo raro registrados. Dois (os casos de Swarnlata Mishra e Imad Elawar) foram publicados em meu primeiro livro de relatórios dos casos, Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação os seguintes dois casos se somam ao pequeno mas crescente número de casos neste grupo. Ambos destes valiosos casos ocorreram no Sri Lanka (Ceilão) em anos recentes. No primeiro caso o indivíduo, Indika Guneratne, era o filho de um cultivador de poucos pertences, vivendo numa aldeia, Gonapola, aproximadamente a trinta quilômetros de Colombo.
Ele nasceu em 26 de Julho,1962.Com cerca de três anos e meio de idade Indika começou a falar sobre uma vida anterior que ele tinha vivido em Matara, um povoado grande ao sul do Sri Lanka (no litoral) e aproximadamente a duzentos quilômetros de Colombo. Indika disse que na vida prévia ele lembrou-se de que tinha sido bem sucedido, teve uma casa grande, possuía bens, e teve elefantes. Ele ainda afirmou ou implicou que tinha tido um carro e que sua casa tinha eletricidade e telefone. Sua família não tinha nenhum destes prazeres. Ao todo Indika declarou aproximadamente trinta detalhes concernentes à vida e circunstâncias da pessoa que ele alegou ter sido. Ele não fez, no entanto, menção a quaisquer nomes das pessoas ou outros locais além da cidade, Matara, onde disse que tinha vivido e o nome de uma pessoa, Premadasa, que, do modo com que Indika falou sobre ele, parecia um servente. Esta falta de nomes próprios nas declarações do indivíduo e a grande distância entre Gonapola e Matara impediram seu pai de tentar verificar em Matara o que Indika dizia. O pai de Indika soube de pessoas que conheciam algo sobre Matara acerca de um homem morto que parecia corresponder às declarações de Indika, mas ele não tinha verificado as declarações em detalhe nem levou Indika a Matara. Eu primeiramente soube sobre o caso no início de 1968 e comecei sua investigação em março desse ano. Eu fiz um registro escrito de todas as declarações de Indika sobre a vida prévia assim como sobre alguns comportamentos incomuns os quais ele mostrou e que batiam com sua alegação de ter sido um homem bem sucedido nessa vida. Eu então consegui levar Indika e seu pai a Matara onde inquirimos sobre homens bem sucedidos cujas vidas poderiam corresponder com as declarações de Indika.
Desde que Indika tinha mencionado possuir elefantes e desde que só algumas pessoas bem sucedidas possuem elefantes no Ceilão, a procura foi confinada a proprietários privados de elefantes em Matara. Todas a não ser duas de trinta declarações de Indika se aplicavam a um comerciante bem sucedido de madeira de Matara chamado K. G. J. Weera-singhe. Tinha possuído elefantes e teve uma casa grande com eletricidade e um telefone. Ele teve um servente, Premadasa. A descrição de seu caráter obtida de dois de seus sobrinhos e de sua filha adotiva bateram bem com o comportamento incomum de Indika que parecia relacionado com as suas memórias da vida anterior. Apesar da concordância das declarações e comportamento de Indika com o que se soube sobre K.G. J. Weerasinghe, as vidas e circunstâncias de outros proprietários de elefantes em Matara foram examinadas num esforço para ver se quaisquer de suas vidas correspondiam com as declarações de Indika do mesmo modo ou melhor que a vida de K.G.J.Weerasinghe. Descobriu-se que quatorze das declarações de Indika também se aplicavam corretamente à vida e às circunstâncias de outro homem bem sucedido de Matara (que tinha possuído elefantes), mas o restante não. Este homem também não teve nenhum servo chamado Premadasa.
As declarações de Indika também não corresponderam com as circunstâncias dos vários outros proprietários de elefante conhecidos na área de Matara. Concluiu-se que se referia à vida de K.G. J.Weerasinghe e a ninguém mais. A família de Indika tinha atravessado Matara em várias ocasiões, mas eles não tinham nenhum amigo ou parente aí e em nenhuma ocasião tinham parado aí. (Matara está no caminho de Colombo a Kataragama, um lugar bem conhecido de peregrinação.) Extensos inquéritos não conseguiram revelar qualquer evidência de que as duas famílias tinham tido qualquer conhecimento uma com a outra antes do desenvolvimento do caso. O indivíduo do segundo caso, Sujith Lakmal , nasceu em Mt. Lavinia, um subúrbio de Colombo, no dia 7 de agosto de 1969. Quando estava com cerca de dois anos e meio de idade começou a falar sobre uma vida prévia que ele disse que tinha vivido em Gorakana, um povoado a aproximadamente doze quilômetros ao sul de Mt. Lavinia. Sujith narrou vários detalhes da vida prévia que ele alegou lembrar-se incluindo um número considerável de nomes próprios, p.ex. ele alegou ter tido um pai, chamado Jamis e ter conhecido um monge, Amita. Ele incluiu em suas declarações alguns detalhes bastante específicos tais como que Jamis tinha tido um olho direito ruim. Ele também descreveu como, na vida prévia, ele foi atropelado e morto por um caminhão quando estava bêbado. O tio-avô por parte de mãe de Sujith, que era um monge num templo próximo, ouviu sobre suas declarações e as mencionou a um monge mais jovem do templo.
Este monge, o Ven.WatarapoUa Nandaratana, então encontrou Sujith, sua mãe, e sua avó materna e fez um registro escrito datado do que Sujith dizia. O Ven. Nandaratana de WatarapoUa então foi a Gorakana e, com alguma dificuldade, eventualmente localizou uma família correspondente às declarações de Sujith. Um membro desta família, Sammy Fernando, foi morto em 29 de janeiro de1969, quando foi atingido por um caminhão enquanto ele (estando bêbado) pisou para fora de uma loja sobre a rodovia. Seu pai, Jamis, tinha tido um olho direito doente. Quase todas as outras declarações feitas por Sujith estavam corretas para a vida e circunstâncias de Sammy Fernando. Em março de 1973 investiguei o caso com entrevistas dos membros de ambas as famílias relacionadas e também com o Ven. WatarapoUa Nandaratana concernente a suas entrevistas e os registros que ele tinha feito enquanto as conduzia. As pesquisas não mostraram nenhuma evidência de que as duas famílias em questão tinham tido qualquer envolvimento antes do desenvolvimento do caso. Apenas os casos deste tipo podem ser considerados com alto valor evidencial, e esforços especiais estão estando feitos agora aumentar seu número. É esperado que se um número maior deles puder ser achado, uma comparação útil pode ser feita entre suas características e as dos casos mais numerosos em que as duas famílias se encontraram antes da investigação começar. Se então ocorrer que os casos com registros escritos feitos antes de verificação têm em essência as mesmas características daqueles em que as duas famílias relacionadas se encontram antes de uma investigação, esta observação fortalecerá a confiança na autenticidade desses casos em que os investigadores vêm ao caso só depois que as famílias se encontraram. Por outro lado, caso se descubra que o caso do último tipo freqüentemente contém características não encontradas naqueles com registros escritos feitos antes da verificação isto sugerirá alguma deformidade ou enfeite destes casos resultante talvez de uma mistura de memórias do que o indivíduo realmente disse antes da verificação e dos detalhes da vida da personalidade prévia identificada.
Artigo publicado na Research in Parapsychology de 1973.
(Universidade de Virgínia)
O Caso “Perfeito” de Reencarnaçao
Ian Stevenson,1972 (Universidade de Virgínia)
(Traduzido por Vitor Moura)
A maioria dos parapsicólogos hoje acredita que a percepção extra-sensorial na parte de uma pessoa viva, mesmo a de um tipo altamente complexo, seja suficiente para explicar a evidência que algum de nossos predecessores, embora não todos eles, usaram para apoiar a crença na sobrevivência depois da morte. Porém estes julgamentos normalmente são feitos considerando apenas as características informacionais pelas quais pensa-se que uma pessoa morta forneceu evidência de sua sobrevivência. Existem, no entanto, outros tipos de dados cognitivos que podem indicar a sobrevivência e que tão prontamente não pode ser explicado pela hipótese de percepção extra-sensorial da parte de uma pessoa viva. Refiro-me a correspondências entre os aspectos comportamentais de uma pessoa morta, especialmente habilidades, e os de uma pessoa viva; e a aspectos do corpo físico da pessoa morta, tais como uma ferida, e a marcas ou deformidades de nascimento correspondentes na pessoa viva. Muitos casos de reencarnação têm características de uma destas espécies ou ambas. Tais casos todos têm fraquezas devido à sua dependência em testemunho humano, mas penso que em princípio eles podem fornecer evidência importante de sobrevivência. Para ilustrar descreverei o que eu considero o “caso perfeito” do tipo reencarnação. (descreverei o caso no passado, mas deve ser lembrado que eu não achei ainda o “caso perfeito.”)
O indivíduo era um rapaz nascido numa aldeia da França que teve várias marcas de nascimentos distintas. Quando começou a falar indicou que em sua vida prévia ele tinha sido atingido e morto com balas que os atingiram nos locais destas marcas de nascimentos. Como desenvolveu sua capacidade de falar ele deu mais detalhes. Nomeou os assassinos, e disse que um deles o acusou de fraudar nas cartas logo antes de atirar. Deu o próprio nome, e os nomes de seus pais, seus irmãos, e o de uma menina amiga. Ele também declarou onde tinha vivido e onde tinha sido baleado, assim como muitos outros pormenores da sua vida anterior.
Durante este período o rapaz mostrou várias características comportamentais que fizeram-no diferente entre as outras crianças da família. Resistiu a aprender o francês e preferiu conversar com uma linguagem incompreensível a seus pais. Levou o alimento à sua boca com as suas mãos em vez de usar os talheres; rejeitou as refeições da sua família e pediu arroz e caris quentes; exigiu um pedaço de pano que ele usou como um sarongue do Ceilão em vez da calça curta que seus pais lhe ofereceram. Mostrou agilidade em subir os troncos de árvores altas e disse que costumava pegar cocos. Quando ele não pôde subir nas árvores ele quis jogar cartas. Ele também pedia uma bebida que ele chamou “arack” e disse que era sua bebida favorita.
Seus pais fizeram um registro escrito das declarações da criança e de seu comportamento incomum. Eles não tiveram nenhuma conexão com o Ceilão e não sabiam nada sobre a pessoa que seu filho tinha descrito nem a linguagem estranha que ele falava.
Quando a criança tinha entre três e quatro anos de idade ela tinha mencionado detalhes suficientes da vida prévia de modo que seu pai chamou num investigador experiente. Este investigador fez notas adicionais próprias sobre as declarações e o comportamento da criança e identificou a língua que ele falava como Sinhalese. Ele então viajou à aldeia do Ceilão que o rapaz tinha nomeado e aí descobriu que um recolhedor de coco com o nome que o rapaz tinha dito existiu, foi assassinado por tiro vários anos antes do nascimento do rapaz na França. O corpo do homem assassinado foi examinado por um médico que tinha registrado os locais dos ferimentos no seu corpo. Estes correspondiam exatamente com os locais e com a aparência das marcas de nascimento no corpo do rapaz. Descobriu-se que as declarações do rapaz estavam corretas concernente aos fatos da vida e morte do homem morto no Ceilão. Além do mais, este homem teve exatamente os hábitos mostrados pelo rapaz francês, incluindo um afeto para arack e um entusiasmo para jogar cartas.
Este caso assim pareceria mostrar a reprodução numa pessoa viva de três características distintas de uma pessoa morta: memórias dos acontecimentos da vida da pessoa morta; características comportamentais, incluindo habilidades, tais como falar uma linguagem não normalmente aprendida pelo indivíduo e a capacidade de escalar troncos de árvore facilmente; e correspondências entre os ferimentos no corpo físico da pessoa morta e as marcas de nascimento. Não poderia ser dito então que em uma considerável extensão o indivíduo tinha reproduzido características importantes do homem morto que ele alegou ter sido? E que nesse caso, não seria a interpretação que este homem morto, de fato, renasceu, parecer mais provável que qualquer outra interpretação do caso? Alguém pensa que todas essas características poderiam ser plenamente explicadas por percepção extra-sensorial da parte do indivíduo vivo? Concluindo, desejo realçar outra vez que eu não tenho tal “caso perfeito” e que tenho mais esperança que expectativa que eu ache um.Eu posso dizer, no entanto, que achei casos reais que têm características semelhantes a este embora não iguais em todos os aspectos.
Artigo publicado na Research in Parapsychology, 1972.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Dois Casos do Tipo Reencarnação Com Registros Escritos Feitos Antes da Verificação
Ian Stevenson - Auto-Biografia
Tradução: Bianca P. Vasques e
André Luis N. Soares
Ian Stevenson
Department of Psychiatric Medicine
University of Virginia Health System
Charlottesville, VA, USA
Para começar com uma definição, a palavra paranormal significa comunicação sem os reconhecidos processos sensórios; pode também se referir a movimentos sem os processos físicos reconhecidos. Por séculos, fenômenos agora descritos como paranormais acontecem e foram observados. A maioria dos historiadores sobre o assunto concorda, porém, investigações sistemáticas sobre tais ocorrências não começaram antes de 1882, quando a Society for Psychical Research (SPR) foi fundada em Londres. Seus fundadores abertamente declararam suas intenções para investigar fenômenos incomuns.
Eu comecei um pouco tarde neste campo, porque minha atividade aí não tinha começado antes que eu tivesse estabelecido-me na psiquiatria convencional. Eu tinha experiência naquela especialidade e em medicina psicossomática. Minha investigação e experiência habilitaram-me para avançar em postos acadêmicos; em 1957 eu era professor designado e Presidente do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virgínia.
Como eu alcancei aquele posto, requeria uma curta digressão. Desde meu nascimento eu sofria de crises de bronquite, repetidamente, e passava muito tempo na cama. As doenças me seguiam, mas eu lia bastante, e minha dedicada mãe continuava restabelecendo minha saúde. Raramente minha memória é retentiva, e em fases de boa saúde eu ficava à frente de meus colegas escolasticamente. Os professores gostam de alunos superiores, e eu me tornei favorito dentre alguns, na Universidade de McGill. Depois de me recuperar de várias crises de pneumonia, um dos professores aconselhou-me a deixar o frio do Canadá e ir para o calor do Arizona. No Arizona houve uma melhora da minha saúde. Depois disso, eu retomei um melhor caminho ao treinamento e colocação acadêmica.
Mas adiante eu adquiri um pouco de reputação como um dissidente. Este epíteto parece apropriado para alguém que questionou a suposição, até então dogmaticamente pela maioria de psiquiatras, da personalidade humana que é mais plástica na infância do que mais tarde (Stevenson, 1957). A publicação do meu desafio para esta doutrina aborreceu muitos de meus colegas em psiquiatria e até enfureceu alguns. Para mim, a recepção de meu artigo neste assunto provido Journal of Scientific Exploration, Vol. 20, No. 1, pp. Foi uma experiência útil para responder a rejeição de meus estudos sobre fenômenos paranormais.
Sobre o tempo de meu compromisso com a Universidade de Virgínia, eu retornei a um interesse mais cedo. Na infância tive contato com relatórios de fenômenos paranormais através de leituras na extensiva biblioteca de minha mãe, sobre as religiões orientais e teosofia, o último do qual era um derivado de budismo e hinduísmo. Meu treinamento em medicina me trouxe alguns entendimentos de métodos científicos, e eu comecei a perguntar a mim mesmo sobre a evidência para os fenômenos incomuns divulgados nos livros que eu li. Não pareceu conclusivo, mas também não pareceu insignificante. Então eu li mais sobre a pesquisa psíquica, especialmente os trabalhos dos fundadores do SPR, como Frederic Myers e Edmund Gurney, por quem eu desenvolvi uma admiração permanente. Eu também fiquei familiarizado com os líderes do American Society for Psychical Research [ASPR], a qual era a irmã mais jovem da SPR. Neste grupo C. J. Ducasse e Laura, especialmente ganharam minha gratidão por me mostrarem que o ceticismo sobre algumas evidências de fenômenos paranormais, não excluíam a aceitação de outras evidências.
Eu precisei da direção deles. Minhas primeiras publicações no campo eram resenhas de livro, e uma dessas primeiras quase expôs minha inexperiência publicamente. Eu escrevi uma resenha de um livro intitulado The Third Eye: the autobiography of a tibetan lama. O autor dele reivindicou ter sido um lama tibetano dotado de imensos poderes paranormais. Eu estava levando-o a sério até que, em um momento, eu percebi que o autor deste livro era um inglês que nunca tinha estado no Tibet, muito menos vindo de lá. Eu modifiquei minha resenha (Stevenson, 1958).
A escrita sobre um assunto fornece um meio excelente de aprendizagem sobre isto. Conseqüentemente, eu aprendi muito escrevendo e, então publiquei na Harper's Magazine, um artigo de resenha sobre parapsicologia intitulado ''Os Fatos Desconfortáveis sobre Percepção extra-sensorial'' (Stevenson, 1959). Este ganhou a aprovação de Dr. J. B. Rhine, que era naquela época diretor de um laboratório de pesquisa na Duke University. (Rhine renomeou o campo, ou pelo menos parte significativa dele, para ''parapsicologia". Disso, ele e sua esposa, Dr. Louisa Rhine, eram soberanos indisputados.)
Em 1959 eu visitei os Rhines e seus associados. Depois do convencional café matutino com conversação geral sobre parapsicologia, Louisa Rhine levou-me em um cômodo lateral para uma conversa em particular. Lá ela explicou-me sua convicção em que nada significativo poderia ser produzido a partir de relatórios sobre casos individuais. Na visão dela, todos eles eram desprezíveis como prova científica. Em meu artigo na Harper's Magazine eu mencionei relatórios de caso individual e escrevi aquilo por pelo menos alguns deles merecerem a atenção de investigadores. Louisa Rhine generosamente esperava me salvar de empenhos fúteis. Seu aviso veio muito tarde. Alguns dos relatórios que eu li, dos mais recentes pesquisadores psíquicos, dos quais eram então chamados ''casos espontâneos'', profundamente me impressionaram. Apesar de suas críticas ásperas sobre eles, Louisa Rhine, não obstante, estudou casos espontâneos dela mesma, mas ela fez isto quase exclusivamente só no lado perceptivo [receptores das experiências] de um caso. Os mais recentes investigadores, porém, averiguaram ambos: os remetentes (ou agentes) e os perceptivos (receptores) das experiências. Eles notaram características semelhantes em muitos dos casos divulgados. Entre estes [agentes e receptores] havia uma alta incidência de súbita e freqüente morte violenta (ou outra crise séria) no agente e um familiar ou outro vínculo sentimental entre os dois participantes em um caso.
Eu decidi investigar casos que chamaram a minha atenção e comecei a publicar relatórios deles. Neste momento - nos anos 50 - tive um interesse em reencarnação, e eu rapidamente aprendi que poucos casos sugestivos de reencarnação tinham sido investigados. Uma das poucas exceções era um relatório de quatro casos publicados por um investigador indiano em um jornal francês (Sunderlal, 1924). (Mais tarde eu observei que o autor tinha primeiro oferecido seu relatório para um jornal Americano que o rejeitou) Eu pensei talvez até mesmo não investigar casos que revelariam pouco interesse. Eu, conseqüentemente, examinei os detalhes publicados de 44 relatórios de reivindicações de lembranças de vida passada. Eu tomei ciência destes em jornais, revistas, e livros. A maioria destes relatórios forneceu poucos detalhes, e quase nenhum ofereceu alguma evidência verificada (ou até verificável). Eu separei os 44 casos excluindo aqueles em que o sujeito [quem reivindica] e a presumida pessoa falecida eram relacionadas ou familiarizadas e aqueles em que o assunto fez seis ou menos menções de reivindicação de vida passada. Dos restantes 28 casos, a idade do primeiro relato sobre a vida passada era conhecido em 25. Em 22 destes, as memórias reivindicadas tinham sido primeiramente articuladas quando o sujeito ainda era uma criança com menos de 10 anos de idade. Isto parecia ser o argumento de maior peso. Conseqüentemente, eu publiquei (no Journal of the American Society for Psychical Research) um artigo de duas partes com esses casos e recomendações que mais destas crianças deveriam ser procuradas e suas reivindicações averiguadas (Stevenson, 1960a,b).
Nunca me ocorreu então que eu seria a pessoa que iniciaria as investigações que eu defendi. Eu estava muito ocupado: administrando um departamento, atencioso com pacientes, e tomar parte em outra pesquisa. Meu papel tinha, porém, vindo para a atenção de duas pessoas cujo interesse e sustentação estimulou. Eles influenciaram minha vida profundamente.
As primeiras destas pessoas, Eileen Garrett, era tanto uma médium espiritualista como também uma notável empresária bem sucedida. Ela persuadiu um doador rico a estabelecer a Fundação de Parapsicologia, do qual Eileen era a Presidente. Eu primeiro a encontrei, mais ou menos, em 1957 e, no momento, mencionei meu interesse em reencarnação. No início de 1961 ela me telefonou e disse que recebeu um relatório de uma criança na Índia que alegou lembrar de uma vida passada. A criança pareceu ser como aqueles que eu mencionei em meu artigo. Garrett me perguntou se eu estaria interessado em ir para a Índia investigar as alegações das crianças. A Fundação de Parapsicologia pagaria a minhas despesas. Eu aceitei sua sugestão, com o acordo em que eu só poderia ir para a Índia durante minhas férias, em agosto. Quando agosto chegou, eu fui à Índia e passei quatro semanas lá e, aproximadamente, uma semana em Ceylon (agora o Sri Lanka). Antes de partir para a Ásia, eu tive algumas informações fragmentárias, mais ou menos três ou quatro outros casos na Índia e mais ou menos dois no Sri Lanka. Esta informação não me preparou, porém, para a surpresa encontrei uma abundância de casos em ambos os países. Quando eu deixei Ásia, eu soube não menos de 25 casos na Índia e 7 no Sri Lanka. Em menos de cinco semanas eu não pude investigar adequadamente todos estes casos e então selecionei apenas alguns para estudar cuidadosamente. Eu notei os locais e alguns detalhes sobre os outros casos.
Uma segunda surpresa para mim, durante esta primeira viagem para a Índia, veio quando eu percebi que os casos se constituíam muito mais do que uma reivindicação de criança lembrar de vida passada. As crianças também mostravam um comportamento incomum em suas famílias e isto, naqueles casos em que as reivindicações eram constatadas, combinou o comportamento das pessoas falecidas às das crianças reivindicadas. Minha primeira jornada na Ásia então mostrou à necessidade para mais outras.
Isto me trouxe um segundo importante leitor de meu artigo em 1960 no Journal of the American Society for Psychical Research. Este era Chester F. Carlson, o inventor de xerografia. Ele tinha experiência como cientista, e antes de seu segundo casamento ele acreditou, como a maioria dos cientistas faziam (e ainda fazem), que a mente é só um produto do cérebro e suas propriedades inteiramente físicas. Sua segunda esposa, Dorris, tinha alguma capacidade para percepção extra-sensorial. Ela impressionou seu marido com sua habilidade e também o influenciou-o para sustentar pesquisas em fenômenos paranormais. Cedo, em 1961, ele ofereceu fundos para minha pesquisa depois que eu já tinha me comprometido a ir para a Índia em agosto. Eu disse a ele que eu não podia aceitar capitais adicionais naquele tempo. (Antes de partir para a Índia, não obstante, eu aceitei dele algumas centenas de dólares para um gravador.)
Quando meu primeiro trabalho na Índia necessitou de jornadas adicionais lá, me ocorreu que eu poderia fazer aquelas jornadas, reduzindo o tempo, aí então, eu estaria dando a prática clínico. Chester Carlson fez isto possível com presentes anuais para a Universidade de Virgínia. Em 1964 ele fez uma doação particularmente grande, isso se tornou o ''depósito,'' por assim dizer, para uma cadeira dotada do qual eu era o primeiro titular. Era, incidentemente, um dos primeiros das tais cadeiras na Universidade de Virgínia. Os capitais da dotada cadeira me deram mais tempo para pesquisas, mas as despesas de jornadas para investigar casos ainda precisava de doações anuais, que Chester Carlson também forneceu.
Como um doador de fundos para a pesquisa, Chester Carlson era incomum, talvez único. Ele insistiu anonimamente doar quantia, mas outros doadores fizeram isto. A maioria de doadores, entretanto, mais tarde ficaram isolados com detalhes da pesquisa que investiam. Chester Carlson, em contrapartida, seguiu os detalhes da pesquisa - pelo menos do que eu estava fazendo—com grande interesse. Disse que ele gostaria de observar algumas de minhas entrevistas, e ele me acompanhou em uma de minhas viagens de campo para o Alasca, onde eu estava estudando casos entre as pessoas de Tlingit. Ele às vezes fazia perguntas, mas nunca eram obstrutivas. Ele raramente fez sugestões, mas o que ele disse sempre merecia atenção. Minha amizade com ele se encontra entre o mais agradável e também, como eu devo falar, entre as mais importantes de minhas memórias.
O relatório de meus primeiros estudos na Ásia estava sob pressão quando inesperadamente um homem que me ajudou com alguns casos foi acusado de fraudulento. Embora a alegação aplicada a experimentos com os quais eu não fazia parte, a divulgação da suspeita sobre o trabalho que o homem acusado fez para mim, levou ao editor a parar de imprimir meu relatório. Eu tinha outros intérpretes além do homem acusado de fraude, e, crendo que o homem não tinha fraudado quando trabalhou comigo. Eu propus retornar a Índia e estudar os casos novamente. Isto requereu grande despesa adicional, e eu pedi conselho a Chester Carlson. Ele me encorajou para retornar a Índia. Eu fiz isto e, com novos intérpretes, mostraram à autenticidade dos casos. A impressão de meu relatório foi então recomeçada, e foi propriamente publicada como Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação (Stevenson 1966/1974a).
Durante os oito anos de investimentos de Chester Carlson's a minha pesquisa (1961–68), Eu ainda não estava exclusivamente comprometido com o estudo de fenômenos paranormais. Minha bibliografia mostra que meus interesses em psiquiatria e medicina psicossomática não diminuíram. Eu tive e ainda tenho um grande interesse na pergunta de como a pessoa desenvolve um tipo de enfermidade em vez de outro tipo. Os documentos que tocam neste assunto podiam ser publicados em jornais convencionais enquanto estudos de fenômenos paranormais não podiam. Em 1960 eu publiquei um livro de entrevista (Stevenson, 1960/1971). alguns anos mais tarde eu publiquei outro livro, realmente um
livro de ensino, em exames psiquiátricos (Stevenson, 1969).
Neste período eu alarguei meus estudos de fenômenos paranormais além das crianças que reivindicaram lembrar de vidas passadas. Por exemplo, eu investiguei e publiquei documentos sobre aparições, precognição, mediunidade, e ''fotografia psíquica.'' Em 1970 eu publiquei meu primeiro livro de fenômenos paranormais, um dos quais eu chamei de ''impressões telepáticas'' (Stevenson, 1970). (isto possibilitou a Dra. Louisa Rhine, que revisou o livro, uma oportunidade para desvalorizar mais publicamente o estudo de casos espontâneos). Minha realização mais importante deste período, entretanto, foi a mencionada publicação em 1966 de meu livro Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação (Stevenson, 1966/1974a). Este apresentou relatórios de casos com abundantes detalhes sobre os informantes para cada caso e o que eles disseram sobre as reivindicações dos assuntos para sobrevivência de vidas passadas.
Em 1968 Chester Carlson morreu. Eu era apenas uma de muitas pessoas que lamentaram sua morte como uma perda pessoal. Sua amizade e aquela de sua esposa, Dorris, enriqueceu minha vida além da medida. Para mim, porém, sua morte também significou o fim de seus subsídios anuais para minha pesquisa. Eu lembro que pensei que teria que voltar a outra parte de minha carreira, a convencional, sobre pesquisa em psiquiatria e medicina psicossomática. Então, para a surpresa de muitas pessoas, inclusive a minha, nós aprendemos que Chester Carlson's doara paraa Universidade de Virgínia um milhão de dólares para minha pesquisa sobre fenômenos paranormais. Não surpreendentemente, isto provocou uma controvérsia entre a os administradores da Universidade. Eu soube depois que alguns adversários de minha pesquisa disseram que eu puderia tomar os milhões de dólares para mim desde que deixasse a Universidade. (Ninguém disse isto diretamente para mim.) O Presidente da Universidade (Edgar Shannon) um pouco tempo antes citou publicamente uma declaração de Thomas Jefferson, escrita em 1820 quando estava no processo de fundação da Universidade. ''Esta instituição,'' Jefferson escreveu, ''será baseada na liberdade ilimitável da mente humana. Para aqui nós não temos medo de seguir a verdade onde quer que possa nos levar, nem tolerar por qualquer tempo algum erro como a razão é deixada livre para combatê-lo'' (Lipscomb & Bergh, 1903: 303). Até os oponentes mais obstinados de minha pesquisa não fizeram ousaram agir contra o preceito de Jefferson. Meus partidários então prevaleceram, e assim minhas pesquisas com o Paranormal. A universidade aceitou o legado de Chester Carlson. Por isto, eu devo muito ao Presidente Edgar Shannon e também para Thomas Hunter, então Chanceler de Assuntos Médicos.
Até antes da morte de Chester Carlson, eu decidi dedicar todo o meu tempo com pesquisas em fenômenos paranormais, particularmente aqueles que sugeriam a sobrevivência após a morte. Em 1967 eu renunciei como Presidente do Departamento de Psiquiatria depois de negociar o estabelecimento de uma pequena Divisão pequena do Departamento. Eu não desejava a palavra parapsicologia no título da nova Divisão, Porque Eu pensava que implicaria e até mesmo facilitaria uma separação de psiquiatria e medicina. Isto, porém, era exatamente o que meu sucessor como Presidente parecia desejar—uma distância isolante entre nossa pesquisa e respeitabilidade. (Mais tarde, sob uma administração mais amigável, eu prontamente obtive autorização para mudar o nome da divisão para um que eu anteriormente desejei: Divisão de Estudos de Personalidade.)
Durante os anos 1960 e pela maioria de dos anos de 1970, eu trabalhei só na Universidade da Virgínia. Quando eu estava na Ásia, eu tive alguns excelentes intérpretes me ajudando , mas todos eles tinham ocupações regulares para qual retornaram assim que Eu parti. Nós precisávamos dar continuidade. O legado de Chester Carlson e alguns investimentos de outros doadores fez-se possível eu me empenhar na Research Assistant e para financiar outros investigadores.
O primeiro deles foi Gaither Pratt. Ele foi por muitos anos assistente de J. B. Rhine, mas quando Rhine se aposentou da Universidade de Duke e estabeleceu uma fundação privada (para a qual ele levou os capitais presos por seu laboratório), Pratt não tinha nenhum lugar na fundação. Neste momento (1964) Chester Carlson ofereceu financiar Pratt se nós achássemos um lugar para ele na Universidade de Virgínia. Eu dei boas-vindas a esta proposta, mas tive que usar toda minha habilidade diplomática para persuadir o Decano da Escola Médica para concordar comigo. Com alguma relutância ele acatou, com a observação, que ''isto é algo que nós podemos manter em privacidade.''
Durante os cinco anos seguintes à morte de Chester Carlson, Dorris Carlson deu à Divisão doações anuais. Isso nos habilitou a continuar sustentando Gaither Pratt e dois outros parapsicólogos capacitados, Rex Stanford e John Palmer. As publicações destes três pesquisadores, mais tarde, forneceu um capítulo importante na história da parapsicologia. Quando, em 1973, Dorris Carlson retirou seu suporte, eu fui obrigado a encorajar meus colegas a achar outras posições.
Mais tarde, nosso capital foi restabelecido, e de uma forma ou de outra eu podia ter recursos e ter colegas novamente [nas pesquisas]. Bruce Greyson, Satwant Pasricha, Emily Kelly, e Antonia Mills vieram até a mim de um modo ou de outro deixaram de ser assistentes para se tornarem investigadores independentes. Mais recentemente Jim Tucker juntou-se ao nosso grupo e já se mostrou um investigador prolífico e um autor altamente competente. Eu devia também mencionar aqui Erlendur Haraldsson da Universidade da Islândia e Jrgen Keil da Universidade do Tasmânia. Eles mantiveram suas posições acadêmicas, mas receberam financiamento de nossa Divisão que habilitou ambos a trabalhar independentemente e colaborar comigo em alguns projetos de junção. Walker Cowen, o fundador e Diretor da Universidade de Virgínia Press (que leva seu nome atual), tornou-se meu editor de 1970 até sua morte em 1987. Ele habilitou-me a fazer cópias de um número significativo de relatórios de casos que, se não fosse isso, ainda permaneceriam datilografados em minhas prateleiras. Ele reconheceu que meus livros "são para o futuro". Infelizmente, ele morreu antes do futuro que ele esperava chegar, mas seu sucessor teve uma opinião diferente do que aquele futuro deveria ser. Eu tive que procurar um novo editor, mas fui novamente afortunado e conduzido primeiramente para a Praeger Scientific Publishers e então para Robbie Franklin de McFarland e Company.
Alguns de meus livros mais tarde foram revisados em jornais científicos, mas a maioria não. No caminho, eu aprendi muito sobre a importância de editores que revisam os livros. Por exemplo, em 2000 eu enviei uma relatório revisado sobre as crianças que reivindicavam lembrar de vidas passadas para David Horrobin, o editor de Medical Hypotheses. Ele fundou este jornal para promover publicações de idéias incomuns e tópicos não convencionais. Existiam revisores, e ele enviou meu relatório para vários deles. Então ele me escreveu dizendo que não poderia achar ninguém que levasse meus relatórios a sério, mas ele iria publicá-lo de qualquer maneira, e foi o que ele fez.
Eu acredito que eu seja mais conhecido por meus estudos de crianças que reivindicam lembrar de vidas passadas. Eu não posso objetar isto, mas eu espero que outros investigadores continuem algumas das outras abordagens que evidenciam a vida após a morte que eu explorei. Aqui eu me refiro a casos de xenoglossia (idiomas não aprendidos) dos quais publiquei dois livros (Stevenson, 1974b, 1984) e o teste segredo de cofre (Stevenson, 1968). Felizmente, meus sucessores não estão presos às minhas idéias. Os estudos de Emily Kelly sobre mediunidade mostram sua independência.
Em 1980 eu encontrei ainda outra pessoa que influenciou muito minha vida. Um colega na Universidade de Virgínia me apresentou a Peter Sturrock, que me explicou sua idéia sobre a Society for Scientific Exploration. Ele me convidou para juntar-se ao Comitê de Fundação, e eu fiz muito entusiasticamente. As reuniões desta Sociedade e seu Journal of Scientific Exploration provêem um fórum onde a pesquisa sobre fenômenos paranormais podem ser apresentados para outros cientistas sem obstrução ou derrisão. A Sociedade também dá boas-vindas a apresentações de pesquisas em muitos outros fenômenos negligenciados pela maioria dos cientistas. Os fundadores da Sociedade acreditaram, e eu acho que eles e seus sucessores também, na existência de muitos desafios da Sociedade e outras Sociedades científicas para liberalizar suas políticas de investigações não convencionais. Isto ainda não aconteceu.
Ainda devemos persistir. Eu penso que nós fazíamos muito submissamente. Eu mesmo estou cansado de ler lamentações sobre Galileo, Wegener, Jenner, e numerosos outros cientistas de quem seus contemporâneos, a princípio, rejeitaram suas idéias inovadoras. Nós não podemos esperar todas as novas idéias de céticos para nos render como um todo, para desmoronar simultaneamente como as paredes de Jericó. Cada um de nós deve lutar por nossas novas idéias. Nós somos abençoados porque podemos pelo menos expor as nossas idéias para outros cientistas através de nossas oportunidades na Society for Scientific Exploration.
A Society for Scientific Exploration ofereceu-me as primeiras oportunidades para relatar adequadamente duas de minhas investigações mais significativas. Eu me refiro, primeiro, as marcas e defeitos de nascença que ocorrem freqüentemente em crianças que lembram de vidas passadas, e; segundo, para qual eu acredito que são importantes evidências de um incomum comportamento derivado de vidas passadas. Os informantes chamaram minha atenção para estas duas características de casos logo em minha primeira jornada para a Ásia em 1961, e eu acho agora isto lamentável pois não publiquei com detalhes completos sobre marcas e defeitos de nascença até 1997 (Stevenson, 1997a,b).
Alguns leitores de minhas publicações podem considerar minha monografia sobre Reencarnação e Biologia como Meisterwerk. No que diz respeito ao mero tamanho (2 volumes, 2268 páginas) ninguém discordaria. Eu espero, porém, que o trabalho seja mais que uma compilação. Inclui relatórios e detalhes adicionais sobre casos que eu não tinha previamente publicado. O capítulo dos gêmeos (um ou ambos que reivindicam lembrar de uma vida passada) pode ser um dos mais importantes de todas as minhas publicações.
Quanto às lembranças comportamentais de vidas passadas, eu fixei exaustivamente a atenção para sua importância como um terceiro componente ao desenvolvimento da personalidade humana, os outros dois são os genes e o ambiente após a concepção. (Stevenson, 1977, 2000). Um jornal recentemente publicou (com Jrgen Keil) que eu relacionei esta importante característica com os exemplos dos casos de crianças de Myanmar que lembraram de vidas passadas como se tivessem sido soldados Japoneses mortos durante a Segunda Guerra Mundial (Stevenson & Keil, 2005).
Nós freqüentemente não podemos identificar importantes aspectos de eventos como tal quando eles acontecem. Meu segundo casamento mostra um bom exemplo disto. Em 1985 me casei com Margaret Pertzoff, que era então uma professora de história em Randolph-Macon Woman's College. Ela era e declarava ser uma cética sobre fenômenos paranormais. Ela não escondeu sua posição sobre o assunto, mas nunca permitiu que isto interferisse na felicidade de nosso casamento. Seu silêncio benevolente às vezes me trazia um valioso cometimento, necessário frente a um entusiasmo sem garantias de minha parte.
Em 1997–98 eu me comprometi com um projeto que me pareceu precipitado, mas também tive a possibilidade de fazer minha pesquisa mais conhecida para o público em geral. Eu concordei com um pedido de um escritor para me acompanhar em viagens de campo na Ásia. Ele iria observar-me de perto da maneira como eu conduzia minhas entrevistas para os casos. Ele pagava suas próprias despesas e depois ficava livre para escrever sobre suas experiências sem ser censurado por mim. Ele se saiu bem. O escritor era Tom Shroder, que é agora um editor sênior da Washington Post. Tom era um viajante sociável, mas ele suportou bem as dificuldades freqüentes das jornadas no Líbano e na Índia. O livro que ele escreveu é intitulado Old Souls: The Scientific Evidence for Past Lives (Shroder, 1999). Pareceu-me justo e, mais importante, favorável às crianças que reivindicam lembrar de vidas passadas. O livro realmente fez que os casos destas crianças ficassem bem mais conhecidos.
Minhas jornadas físicas estão agora terminadas, pelo menos para esta vida. Todavia, eu não considero o tempo que eu me dediquei para psiquiatria e medicina psicossomática como perdido. Pelo contrário, eu penso que me deu uma útil preparação para qualquer estudo posterior que eu tenha realizado sobre fenômenos paranormais.
Todos nós morremos de alguma aflição. O que determina a natureza daquela aflição? Eu acredito que a procura pela resposta pode nos levar a pensar que a natureza de nossas enfermidades pode derivar pelo menos em parte de vidas passadas. Os casos de crianças que reivindicam lembrar de vidas passadas e que relacionaram marcas e defeitos de nascença sugerem isto; algumas destas crianças relacionam doenças internas. Minha própria condição física, defeitos de meus tubos bronquiais (desde de minha infância) do qual eu tenho separadamente escrito (Stevenson, 1952a,b), deu-me um interesse pessoal nesta importante questão. Não pensem que eu sei a resposta. Eu ainda a estou buscando.
Reconhecimentos:
Eu desejo primeiro agradecer ao Professor Henry Bauer por sugerir que eu escrevesse para este ensaio. Eu devo agradecer também aos comentários úteis esboçados nos ensaios de Emily W. Kelly, Jim Tucker, e Patricia Estes.
Referências:
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