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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

MCM - Modelo Computacional da Mente


Debate ocorrido na lista espiritimo-cientifico

Mauricio:

Uma das dificuldades para qualquer um que pretenda explicar a acentuada "autonomia" entre consciente e inconsciente (que parece ser um consenso) é encontrar uma explicação razoavel de como e porque se dá esse fenomeno. Poderiamos citar: o mediunismo, o animismo, o hipnotismo, a criptmnesia, psi, etc...

Na teoria espirita boa parte dos fenomenos podem ser "resolvidos" pela
introdução de uma (ou mais) entidade exogena, enquanto na psicologia
materialista recorre-se a uma simples classificaçao, ou seja da-se a
alguns desses fenomenos o nome de dissociação da personalidade. Em alguns casos entretanto a dissociação não explica bem alguns fenomenos e muitas vezes não consegue explicar (casos classicos de mediunidade, por exemplo).

E é aí que entra o tal modelo MCM...


Ola Todos,

Sem requerer o merito do ineditismo gostaria de conversar com o grupo
sobre um modelo que chamei de computacional MCM. Penso que esse modelo, apesar de basico, creio resolver muitas das questoes que temos debatido por aqui ja faz algum tempo.

O conceito de Inconciente derivado da teoria espirita, expandido pelo
Herminio Miranda e interpretado por mim (e aqui pode ter alguns problemas).
Tem dois os pontos principais: A diferenciação entre "personalidade"
(alma) e "individualidade" (espirito); e as memórias da vida atual e das vidas pregressas. Para entender esses conceitos sugiro ler o conceito original no livro A memoria e o tempo, ou um resumo no meu trabalho A regressao de memoria ( http://groups.google.com.br/group/Espiritismo-Cientifico/files?hl=pt-BR).

Uma das dificuldades para qualquer um que pretenda explicar a acentuada "autonomia" entre consciente e inconsciente (que parece ser um consenso) é encontrar uma explicação razoavel de como e porque se dá esse fenomeno. Poderiamos citar: o mediunismo, o animismo, o hipnotismo, a criptmnesia, psi, etc...

Na teoria espirita boa parte dos fenomenos podem ser "resolvidos" pela
introdução de uma (ou mais) entidade exogena, enquanto na psicologia
materialista recorre-se a uma simples classificaçao, ou seja da-se a
alguns desses fenomenos o nome de dissociação da personalidade. Em alguns casos entretanto a dissociação não explica bem alguns fenomenos e muitas vezes não consegue explicar (casos classicos de mediunidade, por exemplo).

E é aí que entra o tal modelo MCM... Que na realidade ainda nao o
detalhei; Farei isso durante a minha exposição para o grupo. E
lembre-se de louco todos temos um pouco... eu é que só, nesse quesito,
estou acima da media. :-)


O MCM (Modelo Computacional da Mente) que pretendo apresentar tem por objetivo isolar a mente em blocos funcionais de forma que o fluxo de informação entre eles possa explicar os fenomenos normais e paranormais da psicologia humana.

Veja figura acima.

Conceitos:

Individualidade: O Ser espiritual integral.

Personalidade: A alma humana - A personalidade da vida atual.

Persona: São "pessoas" observaveis ou sentidas pelo "Eu". Normalmente a
persona é a propria personalidade, ou pode ser uma segunda pessoa (como na
mediunidade ou como em casos de dupla-personalidade).


Nos blocos (A) temos os estimulos externo de entrada.

Nos blocos (B) temos as producoes da mente, as personas. Elas podem ser
reais (de longa duração) ou efermeras - "pessoas" como são vistas por um
obervador externo ou auto-percepcao.

Memorias da vida atual.

Memorias de vidas passadas

Personalidades de vidas passadas: Cada personalidade carrega as suas
memorias preteritas associadas.

Gerador de Persona: Motor responsavel pela geração/construção dos diversos
tipos de personas de acordo com os inputs e/ou estimulos externos ou internos à mente.


Exemplo para melhor entender o MCM:

a) Para ser gerado a /persona/ personalidade da vida atual o fluxo de
acordo com MMC seria:

A partir da concepção:
1. Entradas: Instintos, Memorias, e Personalidades anteriores e Influencia ambientais
2. O /Gerador de Persona/ elabora uma complexa persona aqui chamada de
personalidade (persistente)
3. Esta personalidade tem autopercepcao e autoconsciencia - é essa personalidade que se expressa e é reconhecida como uma "pessoa" por observadores externos.

Para ser mais claro, eu - o Mauricio que vos escreve - seria tão
somente uma criação mental - Sem ser de fato a exata representação do
espirito (aqui chamado de Individualidade) - Eu poderia ser
substancialmente diferente dependendo do tamanho das influencias
sofridas por cada das entradas acima.

Vamos montar alguns cenarios:

Mauricio(1) - 10% Institos; 30% Vidas anteriores e 60% Influencias Ambiente
Mauricio(2) - 10% Institos; 40% Vidas anteriores e 50% Influencias Ambiente
Mauricio(3) - 5% Institos; 55% Vidas anteriores e 40% Influencias Ambiente
etc...

Somente,em algum momento apos a morte corporal é que haveria uma
integracao da personalidade com a Individualidade, transformando-se em
patrimonio do espirito.

Na proxima postagem vamos ver como a partir da montagem da
personalidade, explica-se por esse modelo fenomenos como hipnotismo e
animismo.

// COMENTARIOS SERÃO BENVINDOS //

Abraços Seixianos (o maluco beleza)
Mauricio Mendonça


Jorge Teixeira

Oi Maurício, como vai:

Tou achando tua exposição interessante e, até agora, aparentemente
simples. Tanto que decidi complicar um pouquinho pra você, pode ser?

Sabe o Fernando Pessoa? Aquele poeta português que falava coisas do
tipo "morrer é só não ser visto; a morte é a curva na estrada"; pois é.

Ele, como certamente saberá, dividia-se em eterónimos. Alberto
Caeeiro, Ricardo Reis, etc.

Pois bem, como você colocaria esse tipo de caso no seu MCM?

Cá pra nós, e muito a sério, já tenho pensado que Pessoa é a
reencarnação de Camões. Ambos fizeram _ cada um a seu modo _ a
apologia da pátria. Camões, poetizando a serviço do rei; Pessoa,
subtilizando a serviço da sua consciência livre... 500 anos dá pra
qualquer espírito se aplicar e evoluir, não?

Abraços modelísticos computacionantes e mentalísticopoéticos...

Jorge.



Mauricio Mendonca

Ola Jorge,
Finalmente uma alma viva (permita-me o pleonasmo) resolveu comentar os meus devaneios... :-)
Acho perfeitamente possivel tal ligação entre os dois grandes poetas lusitanos... porem eu (ao contrario do Montalvao, que é perito em todas as coisas he he he ...pura provocacao... ) não me sinto capaz de uma analise mais criteriosa.

"Pois bem, como você colocaria esse tipo de caso no seu MCM?"

Em se tratando de pseudonimo, o fluxo se daria no praticamente contexo da personalidade, com evidentemente pequenas influencias de existencias preteritas (e suas memorias)... mas, não chegaria a ser criada uma pois tais "pessoas" não tem auto-percepcao (e individualizacao)... apesar do mecanismo ser basicamente o mesmo - gerador de persona. Nesse caso a personalidade (vida atual) tem o dominio da consciencia, situando-se no tempo e no espaço.

Espero nao ter complicado demais...

Abraços Psicodelicos
Mauricio Mendonça
.

Mauricio Mendonca


complementando...

se sob hipnose, fosse sugerido ao FP que assumisse a personagem X - ai
sim, entraria o processo geraador-de-persona... e naquele momento
poderia ser criado um persona-efemera-imaginaria X. mas
momentaneamente auto-consciente.

ESTOU A FALAR BOBAGENS OU EXISTE ISSO DE FATO?

abç
Mauricio

oi, Maurício. Também não sei, com certeza, se pode aplicar_se teu MCM, PORÉM, PARECE UM ESQUEMA ÚTIL PARA EXPLICAR CONSTRUÇÃO DE PERSONALIDADE ENCARNADA EM LINGUAGEM MATEMÁTICA.Acho que você ta pegando aula lá em cima durante o sono e trazendo esse esquema pra baixo como recordação. Olha, como extenção ao dever de casa que voce ta fazendo pra essa aulinha no plano espiritual, aí vai mais um exercício: Como você aplicaria o modelo à dupla ou trípla personalidade? Abraços espiritomatemáticos!
Ps: você achava que não tinha maluco em portugal?... Ó eu aqui!!!


complementando...


Ola Jorge,
Não sei se tenho tomado tais aulas, mas se for o caso são bem vindas... :-)

Quanto aa sua pergunta, vamos lá...

Sindrome das multiplas-personalidades:
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Aqui temos que levar em conta as duas visões de mundo, a materialista (ou não-sobrevivencialista) e a espirita (ou sobrevivencialista).

Na minha opiniao parcece haver motivos suficientes para concluir que algumas dessas ocorrencias sejam puramente um fenomeno interno (psicologico) relativo aa vida atual. Nesses casos as teorias psicologicas atuais tem uma visao apropriada sobre eles. As causas dessas cisoes são basicamente traumas causadas em tenra idade, chamarei esses traumas de "coagulos mentais" que não estão disponiveis normalmelnte na consciencia da "personalidade" . Os coagulos mentais, são os gatilhos que disparam o processo de criação de uma nova "persona imaginaria", até certo ponto independende da personalidade (apresentando um alto nivel de autonomia e autoconciencia e com algum grau de persistencia). Evidentemente haveria em um grau menor influencias dos outros elementos do bloco A e demais memorias. O tratamento habitualmente atualizado, provocar cartase, como que descongela o "coagulo" através de uma rememoracao e de quebra tras o problema para a consciencia da personalidade onde pode ser racionalizado.

Parece tambem haver casos em que o modelo materialista falha ao explicar: como nos casos de mediunidade ou em alguns de regressao de memoria. Mas isso a gente vai ver nos capitulo apropriados.

Espero ter explicado a contento. Caso precise de mais algum complemento podem perguntar (ou comentar)... só nao garanto ter todas as respostas prontas... quem sabe, depois de uma dormidinha.... :-)

Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça


Mauricio Mendonca

MCM x Hipnotismo e Animismo
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Trataremos nesse capitulo da hipnose e do anismo (quando for uma auto-hipnose)especificamente quando o fenomeno em questao seja o comando hipnotico para que um "sujeito" assuma a personalidade-aparente de alguem conhecido ou invente um de acordo com parametros passados a ele naquele momento.

Temos que considerar ainda que um comando hipnotico deve ser acolhido (aceito) pela mente do "sujeito" - mas parece que esse "de acordo" não é dado pela personalidade - e sim por algum outro nucleo consciente da individualidade (chama-se isso comumente de "inconsciente"). De qualquer forma o fenomeno acontece... e o "sujeito" passa a agir e imagina-se ser a "pessoa" sugerida.

Como aconteceria essa transformacao temporaria de acordo com o MCM?

A partir de acolhida a ordem hiponotica (ou animica) o /gerador de persona/ pega informações de /memorias atuais e de vidas passadas/ e gera uma persona-efemera-imaginaria. Essa persona dura até o final do transe hipnotico/animico, podendo ser "evocada" em momentos posteriores em novo transe.
Esse processo podem explicar alguns dos fenomenos que geralmente se atribui a fenomenos mediunicos. Em reunioes espiritas isso é chamado de animismo.


Perguntas / Duvidas / Comentarios ????

Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça
Pessoal,

não sei se estão considerando uma variável no contexto do Animismo, em uma reunião espírita. Refiro-me ao fato de haver uma auto-hipnose, ou seja, o Medium que sofre o animismo não é hipnotizado por ninguém, a não ser por ele mesmo.

Neste caso, ou existe uma auto-hipnose realizada inconscientemente, ou então, não existe. Se não existe, o agente hipnotizador só pode ser um desencarnado.

Att.
Plínio Ventura

Ola Plinio,

Voce tem razao. Convenha-mos uma reuniao mediunica habitual é um ambiente propicio aa auto-hipnose... ou melhor dizendo aa auto-sugestao.

Mas lembrando, o animismo é a base para o fenomeno mediunico autentico, chegaremos lá, no desenvolvimento do MCM...

Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça

Confuso Montalvao,

Já que insiste, vou fazer um resumo: Possesao é uma obsessao em grau mais elevado.

Isso não significa dizer que o espirito obssessor expulse o inquilino temporariamente. Usando o MCM para explicar, é quando as entradas do bloco A a influencia de (espiritos) seja proxima a 100%...é gerada entao uma persona-efemera-composta que é o que o obeservador pode ver durante esses fenomenos.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Camille Desmoulins, Um caso de RMVP

Por Mauricio Mendonça (2002)

No livro da autoria conjunta de Hermínio C. Miranda e de Luciano dos Anjos, chamado Eu sou Camille Desmoulins é apresentado um fantástico caso de Regressão de Memória. Nele temos uma experiência de RMVP onde o co-autor L.A. reconhece-se como Camille Desmoulins, um dos líderes da Revolução Francesa. Nesse processo muitas informações foram registradas em fita no momento do transe e com um excelente trabalho de pesquisa histórica posterior pode-se validar essas informações.

O método para obtenção do transe utilizado foi a aplicação de passes magnéticos com sugestões e foram realizadas cerca de dez seções, com aproximadamente uma hora cada uma. O sujeito relata que no momento do transe ficava “inconsciente” ou seja, não tem lembrança do que se passou. Vejamos o que ele diz com relação às suas sensações durante o início do processo. Vejamos como ele descreve o procedimento:
__Fechei os olhos e me estendi na poltrona, procurando relaxar todos os músculos do corpo. Até as pálpebras, procurei deixá-las como mortas. Ouvia a voz monótona do Hermínio, enquanto fixava o interior negro de minha própria visão. Depois de 10 minutos, comecei a ficar ligeiramente tonto e sentir a total paralisação dos músculos e tendões. A tonteira foi aumentando e a respiração tornando-se cada vez mais difícil. Eu ofegava. A cabeça passou a girar cada vez mais rápida. As mãos e os pés começaram a formigar ligeiramente; e depois, mais e mais. O formigamento foi subindo e, na medida em que atingia outras partes do corpo, deixava as anteriores anestesiadas, completamente insensíveis. Minha ausência de controle psíquico era total… e após isso perdi a consciência.
Passada essa fase de indução, seguia a conversação buscando extrair as informações. Nas primeiras seções, apesar do transe profundo os diálogos não foram muito produtivos, isso certamente pela “falta de prática“ do sensitivo e também dada a gravidade política da época em que aconteceu aquela vida. Exemplo:

__ Descreva o que vê.
L) Uma sala grande… Muitas janelas… Muitas. Passadeiras, quadros.
__ Tem mais alguém aí?
L) Não. Estou esperando alguém.
__ O que você foi fazer aí?
L) Acho que tínhamos um encontro. Agora já chegou.
__ Como é esse amigo?
L) É uma mulher.
__ Como se chama?
L) Therèse. É minha amiga; ou noiva.. ou irmã…não sei… de um amigo meu.

Após algumas seções os diálogos mostram-se consistentes e com muitos detalhes pessoais e históricos. Exemplo:
__ Nessa época havia notas, moedas? Quanto representava?
L) Tinha. O “louis”.
__ Como se repartia em moedas de menor valor.
L) O “sou”.
__ Quanto valia um “sou” ?
L) Um “louis” tinha… um “sou” era a quarta parte. Vinte e cinco “sous” faziam cem “louis”… Havia notas também. A “livre”.
__ Quanto custava os seus jornais? Cada exemplar.
L) Ah… Cinco sous.

O que impressiona nesse caso, além da dramaticidade incorporada ao diálogo, é a grande quantidade de informações históricas difíceis de serem encontradas. Tendo de ser buscado hora numa obra, ora em outra e muitas vezes em livros raros. E praticamente todas as informações se mostraram acertadas. A seguir listo uma relação de informações obtidas nesse estado:
Nome: Camille, Lucie Simplice Benoist Camille Desmoulins.
Ano de nascimento: 1760
Local de nascimento: Guise
Onde mora: Paris
Faculdade: Direito.
Esposa: Lucile. O nome verdadeiro, Anne-Louise Philippe Laridon Duplessis, nasceu em 24 de abril de 1771.
Pai: Jean-Nicolas Benoist Desmoulins, Advogado, magistrado da corte em Aisne.
Mãe: Marie Madeleine Godart.
Irmãos: Sete. Henriete que morreu com 9 ou 10 anos, Marie-Toussaint, Armand, Anne, Lazaré, Clemente e Lucie(eu).
Sogro: Claude Etienne Laridon-Duplessis, trabalhava na Fazenda Pública.
Sogra: Madame Duplessis. Eu a chamava de Madame Darrone. Darrone é Patroa, é gíria.
Saída de casa: 13 para 14 anos, queria sair de Aisne.
Onde estudou: Colégio Clermont, depois mudou para Louis-le-Grand na Rue Saint Jacques.
Amigo do tempo do colégio: Leon… Robespierre, ele foi padrinho de nosso filho, Horace. Ele já estava lá quando cheguei.
Livro que leu antes da guilhotina: Méditation sur le Tombeu, de Jonh Hervey.
Melhor amigo: Danton. Morava na cour de commerce, número 1.
Parente: Fouquier-Tinville Atuou na revolução. Um crápula. Primo distante.
Primeiro Trabalho: Arranjado pelo primo por parte de mãe, Viefville Desessart.
Primeiro jornal publicado: Les Révolutions… Custava 5 sous cada e produção saía por 100 sous, 1 louis.
Salário do tipógrafo: 25 a 30 sous por mês.
Salário de um advogado: 5 ou 6 mil livres por ano.
Os detalhes das informações são impressionantes, e o nosso espírito crítico já tende a conjecturar que são muitos acertos para um só caso, já nos levando a supor alguma espécie de fraude por parte do sensitivo. Talvez ele tivesse estudado tudo isso e conscientemente tivesse dando somente uma demonstração de seus conhecimentos adquiridos. No entanto a maioria das informações foram dadas em repostas a perguntas não previamente fornecidas, e sem nem sequer o pesquisador saber se existiam em livros ou não; o que só seria confirmado em pesquisa posterior. Algumas vezes as perguntas eram preparadas previamente e sem o conhecimento do sensitivo. Uma certa vez, uma terceira pessoa, Murilo Alvim Pessoa – Professor, formulou uma pergunta e lacrou em um envelope o qual somente foi aberto no momento que o Luciano já estava em transe. Vejamos o diálogo:

__ Sobre um jantar de despedida, já muito na tensão, na expectativa de ser preso… Você teria dito uma frase, provavelmente não em Francês, e que alguns historiadores registraram.

(Longos momentos de silêncio e expectativa. De repente, sua respiração se altera,… o tom de voz se modifica…)

L) Eu sei o que ele quer. Foi um jantar… em minha casa. Foi antes de eu ser preso. Eu e Danton. Brune estava presente e queria que eu parasse de publicação do Viex Cordelier. É isso que ele quer. É Latin. Foi… “Edamus et bibamus, cras enim muriemmur!” ; “Buvons et mangeons, nous mourrions demain.”

L) Comamos e bebamos que amanhã seremos mortos— digo eu.

Conclusão

Excluindo-se a explicação de fraude consciente, a hipótese mais plausível é a ocorrência de uma verdadeira Regressão de Memória devido ao alto grau de detalhes históricos que posteriormente revelaram-se verdadeiros.

Mauricio Mendonça

Coordenador do Instituto de Pesquisa de Ciência Espírita do Ceara - IPCE
mauricio.jrm@gmail.com

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